Paulo Fernandes
Em 17/03/2010 às 17:21
Segundo o presidente do Sindicato dos Condutores, Waldir Nolli Schiavon, os motoristas estariam se sentindo inseguros e se negando a trabalhar na linha. Ele diz que o horário de maior incidência é das 22h às 23h. Aos sábados a situação fica mais intensa.
“Eles entram no ônibus e querem andar sem pagar”, afirma. Ele salienta que se o motorista autoriza a entrada sem passagem ele tem que prestar contas à empresa. Já se negar, é reprimido pelos suspeitos. “Quando descem do ônibus mostram a arma pela porta”, comenta, em entrevista ao Portal.
Conforme o encarregado de transporte da TCPP, José Ricardo Góes, “medidas de segurança já foram tomadas com a instalação de câmeras de vídeo nos ônibus”. Ele informa que a empresa já estava ciente desse problema. “A Polícia Militar foi informada. Temos este apoio e também da Semav [Secretaria Municipal de Assuntos viários]. As câmeras vão ajudar a identificar os suspeitos”, diz Góes em entrevista à Rádio Comercial.
“Não há intenção da empresa em parar com o atendimento nesta região. Até porque 99,9% dos moradores que residem no Humberto Salvador e no Brasil Novo são pessoas de bem”, completa o encarregado.
Na próxima semana o Sindicato dos Condutores de Transportes Urbano se reunirá com representantes da empresa com o objetivo de cobrar uma solução para o problema. Caso isso não aconteça, os motoristas prometem a paralisação de pelo menos um dia para chamar a atenção da população. “Nós pedimos o apoio também dos moradores daquela região para que possam denunciar. Ele conhecem quem mora no bairro. A ajuda é essencial”, afirma Schiavon.
Sobre o policiamento na região, o comandante do 18º Batalhão da Polícia Militar do Interior (BPM/I), tenente-coronel Geraldo Nespoli Berardinelli, adiantou ao Portal que a quantidade de policiais no bairro é compatível com a necessidade. No entanto, ele diz que será intensificada a abordagem em ônibus no local. “Será feito de imediato, a partir desta reclamação. Vamos zelar pela segurança.”
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