Paulo Fernandes
Em 11/03/2010 às 18:18
Após tentativa de ocupar a sede do Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp) em Presidente Prudente, na manhã desta quinta-feira (11), para reivindicar recursos e implantação de novos assentamentos no Pontal do Paranapanema, as mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) anunciam invasões na região. O motivo desta decisão seria o insucesso com a ação em ‘comemoração’ ao Dia da Mulher.
Segundo a integrante da direção regional do MST, Maria Aparecida Gonçalves, a tentativa de solução para as reivindicações não teve sucesso. Ela diz que o grupo recebeu “apenas” a informação de que o governo não teria perspectiva para arrecadação de terra na região, por falta de recurso. Diante desta realidade “o próximo passo do MST será a invasão de terras.”
“Sabemos que o governo tem terras devolutas. Nós queremos o pedido de tutela antecipada ganho na justiça. Já que hoje não conseguimos nenhuma resposta, vamos invadir as terras que sabemos já estarem ganhas”, afirma Maria Aparecida.
Conforme o coordenador regional do Itesp, Marco Túlio Vanalli, a pauta de reivindicações do MST não seria de responsabilidade do órgão, mas do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), órgão do governo federal. O Itesp pertence ao governo paulista.
“Para realizar a arrecadação de terras para implantar novos assentamentos, é necessário que o governo federal assine um convênio com o governo do Estado, por meio do Itesp. Mas isso não quer dizer que somos os responsáveis pela desapropriação destas terras”, informa Vanalli, salientando que o mesmo vale para os recursos básicos reivindicados pelas mulheres do MST. “Nós já entramos em contato com o Incra, mas não tivemos respostas. Estamos aguardando e fazendo a nossa parte”, diz Vanalli.
Cerca de 60 mulheres representantes do MST tentaram ocupar a sede do órgão pela manhã, mas foram impedidas pela Polícia Militar, chamada ao local para manter a segurança. No início da manhã de hoje, uma reunião foi realizada com o Itesp e com representantes do movimento. Por volta das 15h, o grupo deixou o local.
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