Segunda-feira 1 de maio de 2018 | Presidente Prudente/SP

Ser feliz no trabalho

Davison de Lucas*

Em 24/03/2010 às 09:56

É possível ser feliz no Trabalho? É utópico acreditar que no futuro poderemos fazer apenas o que gostamos de fazer?

Estas perguntas foram feitas por um colaborador de um cliente de minha consultoria.

Minha resposta: se tudo está evoluindo, por que não? Conheço pessoas felizes com o seu trabalho, mas é uma minoria. Eles amam o que fazem. A maioria apenas cumpre as obrigações, não desfruta o trabalho. Não sente prazer. Dá-se a impressão que essas pessoas são infelizes. Os motivos são os mais diversos: desde não ter certeza de suas vocações, bem como ilusões de querer fazer o que está em moda e priorizar o ganhar dinheiro. Com o tempo se tornam escravas dessa situação e geram desmotivação. 

Essa prisão fica mais complexa considerando ainda que o trabalho remunerado tem a perspicácia de invadir  todo o espaço de tempo disponível. Leonardo da Vinci nos alertou: “Oh, miséria humana, de quantas coisas te fazes escrava por dinheiro!”.

Acredito que o máximo da motivação surge quando você faz o que gosta no trabalho, com quem se sente bem, quando, onde e como prefere fazer. Já tem muita gente trabalhando em casa, na área de serviço, muito próxima dessa hipótese aparentemente utópica.

Se um dia isso ocorrer em sua plenitude, denominarei esse avanço de “encaixe energético”, pois com certeza as energias liberadas por esse profissional do futuro serão todas alinhadas com o máximo da positividade. A alta performance aparecerá de forma espontânea.

Em trabalhos de consultoria, costumo mapear, de forma reducionista, os colaboradores em três classificações: autores, atores e espectadores. Os autores, a minoria, são aqueles que tomam a iniciativa de entrar em campo, jogar, lutar e fazer o gol. São os motivados, que valem por muitos. São os mais felizes. Já os atores só cumprem papéis. Se não forem solicitados, se acomodam; Por outro lado, os espectadores só assistem. Na iniciativa privada não é fácil encontrá-los. Os poucos existentes, geralmente são parentes do proprietário de empresa familiar.

Com a competição aumentando cada vez mais, manter esse cenário de desperdício intangível passa ser irresponsabilidade da liderança.Prevejo as organizações conscientes, num curto espaço de tempo, elaborando planos de retenção de autores, remanejando e descartando os atores, e a liderança preocupadíssima com a felicidade de seus colaboradores. 

Realmente os novos tempos prometem muito. Não é verdade?

* Davison de Lucas é diretor da M.Davison & associados, consultor organizacional e palestrante

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