Paulo Fernandes
Em 17/02/2010 às 17:17
Os servidores municipais de Presidente Prudente comparecerão nesta quarta-feira (17), às 20h, na sessão ordinária da Câmara Municipal a fim de pedir o apoio dos vereadores para que a Prefeitura eleve a proposta de reajuste salarial. O município oferece 5% e a reivindicação dos servidores é de 11,2%, conforme consta na pauta elabora em assembleia. Segundo a Secretaria Municipal de Administração, o índice reivindicado está além do que o município pode atender. A data-base da categoria é 1º de maio.
A vice-presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Presidente Prudente (Sintrapp), Sônia Auxiliadora de Vasconcelos Silva, afirma que o reajuste exigido respeita os limites legais do que o município pode arcar com folha de pagamentos. Por tanto, segundo ela, está “dentro da realidade do município”. Ela diz que a pauta de reivindicação é baseada em quatro pontos, reajuste salarial, incorporação do abono, vale-refeição e uma ação do reajuste salarial de 2005 que esta em processo jurídico.
“Nós realizamos a pauta em cima do reajuste salarial, incorporação do abono, vale-refeição, e uma ação judicial de 2005 sobre o reajuste da época. Sabemos que a Prefeitura pode gastar até 54% do orçamento do município em folha salarial e o que pedimos não ultrapassa o limite constitucional. Os 5% oferecidos pela Administração Municipal é pouco. Queremos a ajuda dos vereadores para intervier na decisão da Administração para ao menos atender mais um ponto da nossa pauta”, diz Sônia Auxiliadora, referindo-se ao índice do reajuste.
Para o secretário municipal de Administração, Alberico Bezerra de Lima, o reajuste salarial não está de acordo com a lei de orçamento do município para 2010, aprovada no ano passado pela Câmara. “O município pode gastar até R$ 129 milhões em folha de pagamento. O que foi pedido é além do que o município pode atender”, ressalta.
O Portal noticiou que os servidores municipais de Prudente se reuniram em assembleia no dia 25 de janeiro, para deliberar sobre as reivindicações. A presidente do Sintrapp, Ana Lúcia Mattos Flores, havia dito à reportagem que todos os assuntos foram estudados “com os pés no chão”. “O que decidimos está dentro do que o município pode realizar. Não estamos forçando nada. Algumas coisas vão até ao encontro das promessas de campanha do prefeito”, diz a presidente.
O secretário de Administração já havia adiantado que qualquer reajuste só será feito com base na inflação do município.
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