Da Redação
Em 30/04/2010 às 15:01
As atividades de extensão englobam as três áreas do conhecimento: Exatas, Humanas e Biológicas. Entre os principais projetos desenvolvidos, estão o Programa “Unesp Aberta à Terceira Idade” (Unati); Programa de Educação de Jovens e Adultos (Peja); Basquetebol Sobre Rodas; Orientando e Educando: pais, vamos brincar no LAR; Centro de Promoção para Inclusão Digital, Escolar e Social (Cpides); além do Cursinho Ideal.
O Unati, coordenado pela professora Maria Estelita Rojas Converso, promove ações que visam inserir o idoso no contexto acadêmico. Já o Peja, do Departamento de Educação, é de responsabilidade da professora Fátima Rotta, e funciona desde 2001 com o intuito de alfabetizar jovens e adultos com uma método diferenciado do ensino comum.
Em uma união entre esta área e a de fisioterapia, surgiu o projeto Basquete Sobre Rodas, que já tem 11 anos. Atualmente, há 16 cadeirantes que treinam às quartas e sextas-feiras, a partir das 14h. As atividades são coordenadas pelo professor Paulo Roberto Brancatti, juntamente com a professora Eliane Ferrari Chagas.
O Laboratório de Atividades Lúdico-Recreativas, sob a responsabilidade dos professores Edelvira Mastroiani e Irineu Viotto Filho, trabalha para melhorar questões como déficit na aprendizagem de crianças portadoras de necessidades especiais. No mesmo espaço, funciona também o Laboratório de Psicomotricidade (Laps), sob os cuidados dos professores Tânia Cristina Bofi e Augusto Cesinando de Carvalho. “Nós cuidamos de 55 crianças que têm desde desordem motora causada por lesão cerebral até portadores de Síndrome de Down”, diz Tânia.
“Uso das Tecnologias de Informação e Comunicação como ferramenta para proporcionar a Inclusão Social, Digital e Educacional de Pessoas com Necessidades Especiais” é um projeto coordenado pela professora Elisa Tomoe e teve início em 1997, com seu doutorado, e já tomou proporções tão grandes que conseguiu um prédio apenas para o atendimento dos envolvidos. “As novas instalações são compostas, entre outras, por laboratório didático de computação, sala multifuncional, sala de desenvolvimento, biblioteca, refeitório e almoxarifado”, conta ela.
O Cursinho Ideal é uma proposta de preparação para o vestibular destinada a alunos carentes de Presidente Prudente e região. Cerca de 300 alunos freqüentam as aulas, cujos monitores são os próprios graduandos da faculdade “A primeira turma foi em 1999. Hoje, o projeto envolve 23 monitores, três coordenadores e recebe mais de mil inscrições anualmente”, relata o responsável pelo projeto, professor Marcelo Messias, atual vice-diretor da FCT.
História
Inicialmente chamada de Faculdade de Ciências e Letras de Presidente Prudente, a FCT foi criada em 1957, mas autorizada a funcionar apenas em 1959, com atividades dos cursos de Geografia e Pedagogia no dia 3 de maio. Em 1963, foram autorizados os cursos de Matemática e Ciências Sociais; depois ainda foram instalados os cursos de Licenciatura em Ciências e de Estudos Sociais.
Em 1976, quando foi criada pelo governo do Estado de São Paulo a Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP, a FCT passou a se chamar Instituto de Planejamento e Estudos Ambientais (Ipea). Apenas em 1989 o campus de Prudente recebeu a denominação de Faculdade de Ciências e Tecnologia.
Atualmente, a FCT tem oito Departamentos de Ensino, 219 docentes, (70% com o título de Doutor), 205 servidores técnico administrativos, 3.000 alunos de graduação e 345 de pós-graduação. Possui 12 cursos de graduação (Arquitetura e Urbanismo, Ciência da Computação, Educação Física, Engenharia Cartográfica, Engenharia Ambiental, Estatística, Física, Fisioterapia, Geografia, Matemática, Pedagogia e Química). Para estes cursos, são oferecidas em torno de 600 vagas por ano, no vestibular.
Além disso, a FCT conta com cinco Programas de Pós-Graduação (Mestrado e Doutorado em Ciências Cartográficas, Geografia e Educação; Mestrado em Fisioterapia e Matemática Aplicada e Computacional).