Carlos Hideki
Em 23/06/2010 às 17:43
A partir da próxima segunda-feira (28), a tarifa do transporte coletivo de Presidente Prudente passa a ser de R$ 2,40 e os passageiros que utilizam o serviço diariamente não concordam com o novo valor cobrado pelas empresas, apesar de elas ainda considerarem o valor "insuficiente".
Para a técnica de enfermagem Sandra do Santos, 29 anos, a nova tarifa cobrada não está de acordo com o serviço oferecido pelas empresas. “No meu bairro trocaram o ônibus por um menor e na hora que vou para o serviço está cheio”, afirma.
Até quem não paga a tarifa acha que o novo valor cobrado prejudica o usuário. “Para quem ganha pouco, o aumento foi demais”, diz a aposentada Anita Ribeiro, 71 anos.
A diarista Alessandra de Oliveira, 28 anos, e o estudante Gabriel Ferreira, 16 anos, consideram a nova tarifa “um absurdo” e reclamam dos horários do ônibus e da velocidade com que os veículos são conduzidos. “Os motoristas têm que ter mais cuidado porque levam crianças e idosos”, explica Oliveira.
Já o também aposentado José Soares de Souza, 86 anos, não tem reclamação a fazer. “Não digo nada porque hoje está tudo subindo e as empresas também têm direto”, fala.
O encarregado de tráfego da Transporte Coletivo de Presidente Prudente (TCPP), José Ricardo Góis, defende a empresa em relação às reclamações. De acordo com ele, quando são notificados sobre lotações, um veículo reserva é colocado à disposição dos usuários. “Nós temos carros reservas com motorista e cobrador para atender quando é necessário”, diz.
Ele ainda informa que, para evitar excesso de velocidade, todos os veículos são equipados com discos tacógrafos, que marcam a velocidade e são revisados diariamente. “Em relação aos horários, existe uma tabela da própria Semav que define isso. A empresa faz tudo para atender a população da melhor maneira”, defende.
A reportagem do Portal tentou contato com representantes da Pruden Express, mas até a publicação desta matéria não obteve resposta.
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