Da Redação
Em 07/06/2010 às 14:12
O Centro de Zoonoses de Presidente Prudente deve encaminhar, ainda nesta segunda-feira (07), ao Instituto Adolfo Lutz do município, o sangue coletado em 100 cães, no último fim de semana, para ser submetido a exames. O objetivo, segundo o médico veterinário e diretor do Centro de Zoonoses, Célio Nereu Soares, é avaliar se os animais cujas amostras de sangue foram colhidas no período estão ou não infectados com leishmaniose visceral.
Esta preocupação resulta de três casos autóctones confirmados nos últimos 30 dias na cidade, fato que alarmou as autoridades de saúde. Este mesmo trabalho de coleta, que pretende atingir uma população canina de 50 mil, deve continuar nesta semana.
Após análise do material coletado, diz Soares, os resultados que deverão revelar se os animais são ou não portadores da doença devem sair em até 15 dias. Com as 100 novas amostras, sobem para 500 o total de coleta contabilizado de janeiro deste ano até agora. É que até então 400 animais já haviam sido submetidos aos testes.
Para tratar do assunto que preocupa a região como um todo, a diretora regional da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), Susi Mari Sampaio, realiza palestra nesta terça-feira (08), das 8h30 às 16h, no anfiteatro I da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Representantes dos Grupos Técnicos de Vigilância Epidemiológica Estadual (GVEs) de Prudente (GVE 24) e Presidente Venceslau (GVE 21) – que juntos compreendem 45 municípios –, também devem participar.
Na semana passada, apesar do ponto facultativo nas repartições públicas, o Centro de Zoonoses deu prosseguimento no trabalho de coleta de sangue em animais. Uma equipe composta de cinco profissionais visitou alguns bairros da zona norte, a fim de executar o trabalho. “São bairros onde foram encontrados os ‘cães positivos’ e áreas onde foram localizados os vetores da doença em fevereiro do ano passado”, revela o médico veterinário. Na quinta-feira (03) foram coletadas 34 amostras, na sexta-feira (04), 33, e no sábado outras 33, totalizando as 100 amostras.
Ele explica que o trabalho de coleta de sangue nos animais vai continuar nos próximos dias e que tem ocorrido de acordo com as demandas locais. “Isto significa que nas casas por onde passamos e cujos moradores não se encontravam, vamos retornar até que consigamos coletar as amostras da forma tal qual pretendemos, que é de casa em casa, sem nenhuma exceção.”
Soares pontua que o mosquito transmissor se reproduz em locais onde há materiais em decomposição, por isso a necessidade de manter os quintais limpos. “Além disso, pedimos àqueles que mantém galinhas ou suínos na área urbana, que os encaminhem imediatamente para propriedades rurais, pois são bichos que acumulam em suas fezes resíduos que facilitam a proliferação da larva do mosquito.”
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