Da Redação
Em 16/07/2025 às 21:54
Com sensibilidade e profundidade, "O Menino Sonhador" emociona e revela o poder transformador da escrita no processo socioeducativo
(Foto: N/I)
A imaginação como refúgio e a literatura como libertação. Assim nasceu "O Menino Sonhador", livro escrito por um adolescente de 18 anos que cumpre medida socioeducativa na Fundação Casa Irapuru I, região de Presidente Prudente. O jovem Lucas (nome fictício) lançou a obra após um processo de redescoberta pessoal, inspirado pelas vivências e aprendizados durante sua permanência no centro de atendimento.
A publicação apresenta uma narrativa de aventura, sonhos e enfrentamento de medos, protagonizada por um menino criativo que mergulha em mundos fantásticos para lidar com seus sentimentos e dar sentido às suas experiências. No enredo, o personagem Carlos embarca em uma jornada fantástica, cruzando com figuras simbólicas como o “Mestre Soneca”, a “Ira”, o “Medo” e a “Alegria”.
Com sensibilidade e profundidade, "O Menino Sonhador" emociona e revela o poder transformador da escrita no processo socioeducativo. “Escrevo porque preciso, porque é assim que transformo a dor em força, a solidão em imaginação e o silêncio em palavras. A vida me ensinou que não importa onde você está, mas sim quem você escolhe ser. Esse livro é um recomeço, uma nova chance, uma nova versão de mim”, afirma o autor na apresentação da obra.
A citação sintetiza o espírito do livro, que reafirma a literatura como ferramenta de expressão, reflexão e recomeço. A obra é fruto da relação de confiança construída com a equipe do centro e do acompanhamento contínuo da equipe de referência, responsável por apoiar o jovem durante todo o processo socioeducativo. Com esse suporte, Lucas desenvolveu tanto o texto quanto as ilustrações, finalizando a obra com uma seleção de desenhos autorais.
“O Lucas chegou com dificuldades emocionais, mas demonstrava grande interesse por histórias e a escrita. A partir disso, foi possível estimular seu processo criativo e oferecer os recursos necessários para que ele desenvolvesse o livro. Ver esse trabalho concretizado é motivo de orgulho para toda a equipe”, afirma a coordenadora pedagógica do Casa Irapuru I, Nancy Maria Mendonça da Silva.
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