Da Redação
Em 11/12/2025 às 12:04
Espetáculo infantil propõe um reencontro poético e crítico com a história da cidade, despertando o senso de pertencimento e valorização da memória local
(Foto: Divulgação)
O Museu e Arquivo Histórico (MAH) de Presidente Prudente será palco da estreia do espetáculo "Prudentinha: Sertão de quem?", no domingo (14), às 18h. Com duração de uma hora, a peça gratuita tem como público-alvo crianças a partir de 5 anos, famílias e público geral
A montagem, idealizada pela Cebotar Produções, transforma a história da cidade em uma aventura lúdica, acessível e encantadora, voltada especialmente para o público infantil, mas que dialoga com todas as idades.
História, poesia e reciclagem em cena
Com direção de Elora Carolina e dramaturgia da Cebotar, o espetáculo solo/monólogo propõe uma viagem no tempo através do olhar de Amendoim, um velho catador de histórias inspirado em uma figura real do arquivo histórico municipal.
Acompanhado de seu carrinho, o Cataletra, que guarda as memórias da cidade em caixas e objetos reciclados, Amendoim reconstrói o surgimento de Presidente Prudente de maneira inventiva, mesclando fatos, lendas, humor e poesia.
"A ideia nasceu da percepção de que a história da cidade, muitas vezes, permanece distante do cotidiano dos moradores, em especial das crianças. Nosso objetivo não é apenas contar os fatos, mas sim provocar a reflexão sobre as camadas invisibilizadas desse processo: os povos indígenas, os animais que perderam seus espaços e os trabalhadores que ajudaram a construir Prudente," explica.
A boca do sertão em múltiplas vozes
Em uma performance dinâmica e marcada por um visual expansivo e elementos recicláveis, o ator da Cebotar interpreta sete personagens arquetípicos, desde Manoel Goulart, o Coronel, até O Operário, que representa o corpo coletivo da construção da cidade, e o satírico O Grilo, figura que denuncia a grilagem das terras com ironia política.
A concepção cênica adota uma estética de realismo poético e linguagem de teatro de rua. Grande parte dos adereços e cenografia foi construída com materiais reciclados, uma escolha que reforça a ideia central da peça: reciclar não só matérias, mas também histórias e memórias, propondo um olhar afetivo e crítico sobre a formação do território.
O espetáculo tem duração de 1 hora e é um convite para que o público, de 5 a 105 anos, redescubra a cidade onde vive, valorizando a curiosidade, a arte e a memória como motores de transformação.
Ficha Técnica Principal
● Projeto Artístico: Cebotar Produções
● Direção: Elora Carolina
● Dramaturgia e Elenco: Cebotar
● Coordenação de Pesquisa Histórica: Valentina Romeiro
● Cenografia: Cristiana Pasquini – Grupo DEArquitetura
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