Segunda-feira 1 de maio de 2018 | Presidente Prudente/SP

Teatro do Matarazzo recebe espetáculo 'Labirinthos 2.5' neste sábado

Da Redação

Em 12/09/2025 às 22:45

Inspirado no mito do Minotauro, a peça entrelaça o teatro trágico grego com temas contemporâneos como a disputa pelo poder, os jogos de dominação

(Foto: João Maria)

A Cia Teatral Energós apresenta, neste sábado (13), a nova versão do seu espetáculo sobre o mito do Minotauro: 'Labirinthos 2.5'. A peça será encenada no Teatro Municipal Paulo Roberto Lisbôa, do Centro Cultural Matarazzo, às 20h. A entrada é gratuita. 

Com dramaturgia inédita do escritor João Anzanello Carrascoza a partir de fragmentos de duas tragédias perdidas de Eurípedes (os textos Theseus e Kretes), traduzidas e encenadas pela primeira vez no Brasil, a nova versão foi revisitada pela equipe criativa, que incorporou uma cena inédita e atualizou aspectos cênicos e narrativos da montagem.

Inspirado no mito do Minotauro, a peça entrelaça o teatro trágico grego com temas contemporâneos como a disputa pelo poder, os jogos de dominação e o confronto do indivíduo e da sociedade com sua sombra. O espetáculo convida o público a mergulhar em uma experiência estética que une coro, música ao vivo e fisicalidade, tudo permeado por um trabalho de voz e corpo ancorado na tragédia.

Ao disputar o trono de Creta, Minos recebe de Poseidon, deus dos mares, um sinal de confirmação: um touro branco vindo do mar que deverá ser sacrificado em agradecimento. Minos assume o poder, mas não cumpre a promessa: não realiza o sacrifício. 

Furioso, Poseidon lança um castigo sobre o mortal: faz com que sua esposa, Pasífae, enlouqueça, se apaixone pelo touro e engravide do animal. Nasce, então, o Minotauro — criatura metade homem, metade touro — que ao ser encarcerado em um labirinto, passa a ser usado como instrumento de terror pelo rei Minos.

Um mito em que as personagens são movidas por seus desejos e suas sombras. Uma narrativa sobre a passagem do poder — da Velha para Nova Ordem.

Coro e música como força dramatúrgica

O espetáculo dá protagonismo ao coro trágico, que assume a condução narrativa, assumindo as vozes do mito. A paisagem sonora atravessa toda a encenação e é criada por texturas vocais da fala e do canto, com trechos em português e grego. 

Toda a música é executada ao vivo pelos atores, com destaque para instrumentos como adufes (instrumento de percussão ibérica de origem milenar), violino e uma original orquestra de aquários.

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