Após 4 dias, Bombeiros seguem nas buscas por vendedora levada por enxurrada
ROGÉRIO MATIVE
Em 08/12/2014 às 12:45
Desde quinta-feira (4), logo após as chuvas, a rotina de soldados do Corpo de Bombeiros é a mesma: encontrar Esmênia Louise Krappmann, 34 anos, levada pela enxurrada quando tentava recolher seus produtos. "Vamos seguir até o limite de nossas forças", diz o tenente do Corpo de Bombeiros, Aranda.
Vendedora de frutas, Esmênia desapareceu após cair nas galerias do Córrego do Veado, nas proximidades do Jardim Monte Alto, em Presidente Prudente. Até o momento, cerca de 35 quilômetros já foram percorridos por equipes do CB de Prudente, Venceslau e Presidente Epitácio.
Nesta segunda-feira (8), 10 homens seguem nos trabalhos, sem hora para encerrar. "São trechos de difícil acesso. Cada equipe recebeu sua missão, sem prazo de tempo. O que pode ser até o fim da noite de cada dia. Vamos fazer a alternância das equipes, podemos fazer isso", explica Aranda.
"A galeria que tem 500 metros foi o ponto inicial das buscas. Até agora, foram 35 quilômetros percorridos, tanto de balsa como a pé. Vamos continuar até encontrar; faremos tudo o que for possível", revela.
Ainda de acordo com ele, o Helicóptero Águia e cães farejadores não deverão ser mais usados na missão. "Nesses primeiros 10 dias, vamos fazer tudo com calma. Depois, sentar e verificar o balanço. O cão farejador está descartado, pois ele é treinado para identificar um determinado odor. Com a enxurrada, os odores se misturam. Já o helicóptero foi utilizado no primeiro dia após a chuva, mas em alguns lugares não é vantagem", pontua.
"Vamos seguir os trabalhos até o limite de nossas forças", finaliza.
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