Da Redação
Em 22/12/2025 às 01:00
Autoexame regular, proteção solar diária e atenção às mudanças na pele são essenciais para o diagnóstico precoce
(Foto: Secom)
A incidência de câncer de pele no Brasil em 2025 deve alcançar 704 mil casos, segundo projeção do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Trata-se do tipo de câncer mais frequente no país, somando carcinomas e melanomas.
A alta prevalência reforça a importância da prevenção contínua e da observação cuidadosa. Qualquer ferida que não cicatriza em até quatro semanas deve ser investigada.
São três diferentes tipos de câncer de pele: carcinoma basocelular, caracterizado como uma ferida que não cicatriza por mais de quatro semanas, é o tipo mais comum; carcinoma espinocelular é aquela casquinha que sangra, uma área mais áspera ou uma verruga que cresce rapidamente; e o melanoma, o tipo mais agressivo, caracterizado por uma pinta nova ou que muda de tamanho, forma e cor.
“Muitas vezes o melanoma começa como uma mancha, uma pinta que muda de cor, tamanho e forma, ou uma ferida que demora mais do que o normal para cicatrizar. É um sinal que foge ao padrão das demais pintas e manchas e é ignorado pela maioria das pessoas”, explica a dermatologista Bethânia Cavalli.
A forma mais simples e eficaz para identificar esses sinais, segundo a médica, é seguir a regra ‘ABCDE’. Essa sopa de letrinhas é um autoexame fácil, que segue cinco critérios: A – assimetria; B – bordas; C – cor; D – diâmetro; E – evolução.
“Ao notar características, como uma pinta com bordas irregulares, com diferentes cores e que se modifica rapidamente, uma lesão maior do que 6 mm, é fundamental procurar um especialista para um diagnóstico mais assertivo”, orienta.
O básico que salva
Diferentemente do que muitos acreditam, a proteção da pele deve ser feita o ano todo e desde os primeiros meses de vida. Afinal, um dos principais fatores de risco é a exposição solar acumulada ao longo da vida sem se proteger adequadamente. As principais dicas são:
• Use protetor solar diariamente, inclusive em dias chuvosos ou nublados;
• Invista em chapéu, boné, roupas com proteção contra raios UVA e UVB e óculos de sol;
• Evite ambientes abertos, com sol direto, das 10h às 16h;
• Retoque a proteção a cada duas horas, principalmente após entrar em piscina ou mar;
• Orelha, pescoço, nuca, couro cabeludo e pés também precisam de proteção.
“O primeiro passo é ter um olhar atento sobre o próprio corpo. Pessoas de pele e olhos claros, com história familiar de câncer de pele e com exposição solar intensa, devem ter cuidado redobrado e consultar o dermatologista pelo menos uma vez ao ano”, orienta.
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