Da Redação
Em 25/07/2025 às 09:34
Público foi 42% maior que a edição anterior do simpósio regional sobre leishmaniose
(Foto: Homéro Ferreira/AI Unoeste)
O 6º Simpósio de Leishmaniose do Oeste Paulista registrou aumento de 42% de participação este ano. São cerca de 200 participantes, ante 140 da edição anterior. Além de 45 municípios da região de Prudente, este ano recebeu dois da região de Marília.
A atual edição foi realizada nesta quinta-feira (24) no auditório da Fundação Inova Prudente, envolvendo parceiros nos âmbitos municipal, regional, estadual e nacional. Durante a manhã e à tarde, foram sete temáticas relevantes em exposição, debate e reflexão.
A organização é encabeçada pelos pesquisadores Dra. Lourdes Aparecida Zampieri D´Andrea, do Instituto Adolfo Lutz em Prudente; e Dr. Luiz Euribel Prestes Carneiro, vinculado à Unoeste e que atua como professor na graduação e pós-graduação.

Predominantemente, participam médicos, enfermeiros, médicos veterinários, agentes de endemias, gestores da saúde e agentes de zoonoses. A cada ano a atualização e capacitação têm foco no cenário de momento das leishmanioses visceral e cutânea.
Educação e comunicação
Conforme a organização o simpósio tem foco em educação e comunicação que é um dos quatro pilares do programa de vigilância e controle; sendo os demais os de vigilância e controle de casos humanos; vigilância do vetor; e vigilância do reservatório.
No plano nacional o evento envolve o Ministério da Saúde. No estadual a Secretaria da Saúde, através da Coordenadoria de Controle de Doenças (CDC); Centro de Vigilância Epidemiológica Professor Alexandre Vranjac; e Instituto Pasteur.
Também no plano estadual está o Instituto Adolfo Lutz e a Unoeste com campi em Prudente, Jaú e Guarujá, avaliada pelo Ministério da Educação como a melhor universidade particular do estado e terceira do Brasil.
No plano regional, os participantes são de municípios vinculados ao Departamento Regional de Saúde (DRS-11), com sede em Prudente; e neste ano teve municípios do DRS-9, que é da região de Marília.
No Plano Municipal, o governo de Prudente contribuiu através da Secretaria Municipal de Saúde que tem dentre os seus departamentos os de Vigilância Epidemiológica, Vigilância Sanitária e o Centro de Controle de Zoonoses.
Abertura e palestras
Na abertura oficial falaram diretoras técnicas do Lutz e Vigilância Epidemiológica de Prudente e Venceslau; respectivamente Esperdina Silva de Paula Foltran, Ana Paula Lagisck e Eliz Márcia da Silva Vruckv.
Também falaram a diretora da DRS-11, Mariane Mendes da Silva Damacena; a secretária municipal de Saúde Presidente Prudente, Adriana Vitório; e pesquisadora do Lutz em São Paulo, Helena Hilomi Taniguchi.
Outras falas foram da médica da Divisão de Doenças Transmitidas por Vetores e Zoonoses, do Vranjac, Silvia Silva de Oliveira Altieri; e a pesquisadora do Instituto Pasteur, Vera Lúcia Fonseca de Camargo-Neves.
O cerimonial foi conduzido por Cidmar Rosseti, do DRS-11. A primeira palestra foi on-line, pelo Dr. Lucas Edel Donato, da Vigilância em Saúde e Ambiente, vinculada ao Ministério de Saúde no Mato Grosso do Sul.
A temática foi “Desafios na incorporação de nova estratégia para a prevenção da leishmaniose visceral”. A temática seguinte “Vigilância epidemiológica dos casos humanos de leishmaniose visceral no estado de São Paulo”; pela Dra. Silvia Altieri.
Atualizações e desafios
A médica dermatologista Dra. Marilda Morgado de Abreu, da Unifadra/Fundec em Dracena, falou sobre “atualizações e desafios no diagnóstico e tratamento de leishmaniose tegumentar [cutânea]”.
Fechando a manhã, a Dra. Helena, do Lutz em São Paulo, discorreu sobre a temática “Desafios e soluções: gerenciamento de insumos na Rede de Leishmaniose no Estado de São Paulo – 2025”.
À tarde, a primeira palestra foi sobre “Focos silenciosos de leishmaniose visceral: qual a importância dos vetores permissivos?”, pelo Dr. Fredy Galvis Ovallos, do Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da USP.
A Dra. Vera Lúcia Camargo Neves, do Instituto Pasteur, falou sobre “Critérios de escolha de Áreas de Trabalho Local (ATL) para a vigilância e controle das leishmanioses”.
Por fim, a Dra. Virgínea Bodelão Richini Pereira, diretora do Lutz em Bauru, falou do “Uso da Miltefosina como tratamento em cães soropositivos para leishmaniose visceral no município de Bauru-SP”.
Tema do simpósio
A organização do evento programou o encerramento com mesa-redonda para discutir as temáticas expostas pelos palestrantes; inseridas no tema do simpósio: vigilância, controle, diagnóstico, tratamento e gestão integrada.
O representante da Unoeste, Dr. Euribel, é professor na Faculdade de Medicina de Presidente Prudente (Famepp/Unoeste), e nos programas de pós-graduação em Ciências da Saúde e Meio Ambiente; e médico infectologista do Hospital Estadual, em Prudente.
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