Trabalho faz parte de estudo sobre inserção da bactéria Wolbachia contra Aedes
Da Redação
Em 19/02/2024 às 22:24
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(Foto: Cedida/VEM)
A luta contra a dengue teve mais uma etapa iniciada nesta segunda-feira (19), em Presidente Prudente. Agentes da Vigilância Epidemiológica Municipal (VEM) e Grupo de Vigilância Epidemiológica do Estado (GVE) começaram a espalhar 150 armadilhas em busca de coletar 10 mil ovos do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da doença.
A ação faz parte da implementação do Método Wolbachia, bactéria que impede que os vírus da dengue, zika e chikungunya se desenvolvam no mosquito, reduzindo assim a transmissão de arboviroses.
Para tal, foram desenvolvidas as ovitrampas: armadilhas para coletar ovos do mosquito que são compostas de um vaso de planta preto, no qual é adicionado água, uma palheta de madeira e substância atrativa para o mosquito à base de levedo de cerveja em concentração de 0,04%.
A instalação acontece pelos agentes de endemias em locais estratégicos até quarta-feira (21). "Os recipientes permanecerão nas residências durante uma semana a uma altura de aproximadamente 80 centímetros, ao abrigo da chuva e da luz do sol, fora do alcance de crianças e animais domésticos. A armadilha não deve ser movimentada até o retorno da equipe", explica a supervisora da VEM, Elaine Bertacco.
“O trabalho está sendo realizado em conjunto, VEM e GVE, pois o morador precisa ser cadastrado, aceitar receber a ovitrampa no interior de sua casa e zelar para que o recipiente não seja danificado, como mexido pelas crianças e animais de estimação, por exemplo”, frisa.
As ovitrampa serão recolhidas nos dias 26, 27 e 28 de fevereiro. "As 150 residências foram previamente selecionadas por sorteio e contemplam diferentes bairros da cidade, com 500 metros de distância uma da outra", detalha Elaine.

Conforme ela, as palhetas de madeira serão enviadas a um laboratório de Prudente, onde permanecerão de dois a três dias até secarem, processo necessário para a retirada e contagem dos ovos.
A meta é coletar 10 mil ovos do mosquito Aedes Aegypti, que serão destinados ao laboratório da Fiocruz, no Rio de Janeiro, onde serão eclodidos para que seja realizado o estudo. "E, posteriormente, inserida a bactéria Wolbachia, que impede que os vírus da dengue, zika e chikungunya se desenvolvam no mosquito, reduzindo assim a transmissão de arboviroses", diz.
Elaine Bertacco ressalta que a ovitrampa é mais um indicador visando colaborar na elaboração das prioridades para ações de controle, permitindo maior agilidade e precisão.
“Aqui em Prudente nós realizados periodicamente o Índice Breteau, que é um indicador larvário. Por ele, sabemos os tipos de recipientes mais encontrados, qual a área que deu o maior índice de infestação. Já a ovitrampa possui outra metodologia, pela contagem de ovos. Uma ferramenta a mais para trabalharmos e combater o vetor”, finaliza.
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