Com impasse sobre dívida, UPAs e Cidade da Criança podem parar
Da Redação
Em 11/12/2023 às 22:36
Além das UPAs e demais serviços de Saúde gerenciados pelo Ciop, a Cidade da Criança também pode ser prejudicada com a demissão em massa de funcionários
(Foto: Arquivo/Secom)
Após o Consórcio Intermunicipal do Oeste Paulista (Ciop) comunicar a decisão de dar aviso prévio a 500 funcionários que prestam serviços em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Presidente Prudente, a Câmara Municipal convocou reunião emergencial para debater o assunto. A reunião será realizada às 11h dessa terça-feira (12), sede do Legislativo.
"Os funcionários do consórcio, além de terem o direito de seu justo salário para própria subsistência, também prestam importante serviço público essencial para a população prudentina em nossas unidades de saúde", destaca o presidente da Câmara, Tiago Oliveira (PTB).
Um ofício de autoria do presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Saúde, Demerson Dias (PSB), também solicitou o encontro entre os vereadores para tratar deste assunto.
Decisão tomada
A decisão de colocar 500 funcionários em aviso prévio foi tomada após votação envolvendo 17 prefeitos dos municípios que compõem o Ciop, em assembleia realizada na manhã desta segunda-feira (11).
Segundo o presidente do Ciop, Roger Gasques (PP), a dívida gerada pela Prefeitura de Prudente ultrapassa os R$ 13 milhões. "A medida ocorre após meses de tratativas e notificações à Prefeitura a respeito dos atrasos nos pagamentos, que se arrastam desde setembro. Todos os recursos disponíveis, incluindo fundos de contratos de reserva e verbas rescisórias, foram utilizados para manter os salários em dia até o momento", explica o prefeito de Álvares Machado.
A Prefeitura de Prudente chegou a apresentar propostas para parcelamento da dívida em 12 vezes e de quitação inicial de R$ 5 milhões, ambas rejeitadas pelo Ciop. “Não encontramos possibilidades de aceitar o parcelamento porque irá atrasar 13º e o salário de janeiro”, frisa Gasques.
Além das UPAs e demais serviços de Saúde gerenciados pelo Ciop, a Cidade da Criança também pode ser prejudicada com a demissão em massa de funcionários causando o seu possível fechamento novamente.
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