Segunda-feira 1 de maio de 2018 | Presidente Prudente/SP

Cerca de 70% dos moradores de rua são prudentinos, aponta pesquisa

Levantamento mostra que 60% usam múltiplas drogas; maioria é formada por homens

Da Redação

Em 26/02/2026 às 11:48

Conforme levantamento, cerca de 60% das pessoas identificadas vem sendo acompanhadas há aproximadamente cinco anos

(Foto: Arquivo)

Atualmente, 250 pessoas vivem nas ruas de Presidente Prudente. Aparentemente sem um lar para morar, o levantamento realizado pela Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS) aponta que 70% são prudentinos.

Os números apontam uma redução em relação aos dados do ano passado, quando foram identificadas 308 pessoas em situação de rua. O estudo foi elaborado pela equipe do Centro Pop (Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua) e pelo Serviço de Abordagem Social.

Conforme levantamento, cerca de 60% das pessoas identificadas vem sendo acompanhadas há aproximadamente cinco anos, o que demonstra a complexidade e a cronicidade da situação.

Os dados, referentes a julho de 2024, foram sistematizados a partir do Sistema de Informação da Assistência Social (SUASNET) e servem de base para o planejamento e fortalecimento das políticas públicas voltadas a esse público.

Perfil

Do total identificado, 83% são homens (207 pessoas) e 17% mulheres (43). Em relação à etnia, 37% se declaram brancos, 34% pardos, 28% pretos e 1% amarelos. 

A maioria é natural de Presidente Prudente (160 pessoas, o equivalente a 71%), enquanto 29% são oriundas de outros municípios e estados.

Locais de permanência

O levantamento também mapeou os principais pontos da cidade onde essa população permanece, como regiões próximas à linha férrea, Praça 9 de Julho, Praça do Santuário Nossa Senhora Aparecida, Terminal Urbano, Parque do Povo e outras áreas centrais e bairros do município, além de pessoas que não possuem local fixo.

A pesquisa de reincidência foi realizada por amostragem de 10% da população total atendida, considerando registros de 2019 até dezembro de 2024.

Situação de vulnerabilidade e uso de drogas

Entre as pessoas atendidas, 44 são idosas, 39 apresentam transtornos mentais e 17 são pessoas com deficiência. Três pessoas declararam pertencer ao público LGBTQIA+.

Quanto ao uso de substâncias, 60% relataram uso de múltiplas drogas, 18% uso de crack, 1% uso de maconha e 20% negaram consumo. Em relação a transtornos mentais com diagnóstico formal, 29 pessoas possuem registro confirmado.

Atendimento 

Metade do público identificado não realiza acompanhamento regular na rede de saúde. Entre os que recebem atendimento, os principais acompanhamentos ocorrem por meio do CAPS-AD, AME-AD, CAPS Transtorno Mental e demais serviços da rede municipal de saúde e assistência.

Cada pessoa em situação de rua recebe, em média, 30 abordagens por ano realizadas pelas equipes especializadas. Cada abordagem pode gerar diversos encaminhamentos, resultando em média anual de 392 direcionamentos para serviços como tratamento de saúde, alimentação, higiene, documentação e inclusão em programas sociais.

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