Da Redação
Em 07/12/2022 às 18:48
Presidente Prudente é a quarta cidade do país a a ser certificada pelo Ministério da Saúde
(Foto: Cedida)
Nesta quarta-feira (7), a equipe da Secretaria Municipal de Saúde de Presidente Prudente e Programa DST/Aids recebeu o certificado de município livre da transmissão vertical do HIV. A solenidade ocorreu no auditório da Fiocruz, em Brasília.
Presidente Prudente é a quarta cidade do país a a ser certificada pelo Ministério da Saúde. Anteriormente, apenas São Paulo (SP), Curitiba (PR) e Umuarama (PR) possuíam tal status.
A certificação foi entregue pelo diretor do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis, Gerson Fernando Mendes Pereira.
“O reconhecimento pelo Ministério da Saúde reflete a excelência do trabalho que vem sendo realizado pela rede municipal de saúde para impedir o avanço da transmissão do HIV de mãe para filho durante a gestação, lembrando que o último caso de transmissão vertical de HIV no município foi registrado em 2008. Estamos muito felizes. É uma grande conquista e o reconhecimento de um trabalho de muitos anos”, afirma a secretária municipal de Saúde, Márcia Dantas.
Sobre a certificação
O processo para a certificação começou a ser pleiteado pela equipe do Programa DST Aids/Ambulatório Médico Municipal em 2018. Durante este período, várias etapas foram realizadas. Uma das últimas aconteceu em julho de 2022, quando a cidade recebeu a equipe nacional de validação do Mistério da Saúde durante vistoria nas unidades de Saúde da cidade.
Conforme os critérios do Ministério da Saúde, são avaliados: a qualidade dos programas e serviços de saúde; a vigilância epidemiológica; os laboratórios; as questões referentes ao respeito aos direitos humanos, igualdade de gênero e a participação da comunidade.
Para obter a certificação, é necessário que o município atinja os indicadores de impacto, que se referem aos últimos três anos da análise, como a taxa de incidência de novas infecções de HIV em criança, por ano de nascimento (menor ou igual a 0,3) e a proporção anual de crianças infectadas pelo HIV entre as crianças expostas acompanhadas pela rede SUS (menor que 2%).
O farmacêutico do DST Aids/Ambulatório Médico Municipal, Jefferson Saviolo, explica que o trabalho que garantiu a eliminação da transmissão vertical no município é multidisciplinar e articulado.
“O ambulatório é a ponte. Geralmente, a identificação de que se trata de uma gestante com HIV acontece nas unidades de saúde, que encaminha a paciente para o DST/Aids, onde a ela é consultada por um infectologista e o tratamento com a medicação é iniciado em menos de sete dias, tempo muito inferior ao registrado em outras redes, conforme foi apontado pelo Ministério da Saúde”.
Saviolo cita que a gestante, por protocolo, deve ser encaminhada ao Hospital Estadual, local de referência para estes casos e também para a realização do parto. “Até que a vaga no Hospital Estadual seja garantida, a gestante inicia o tratamento aqui no DST/Aids. Conseguida a vaga no HE, o acompanhamento é concomitante com a unidade de saúde de origem, UBS ou ESF. Quando ela deixa de ser gestante, o tratamento e acompanhamento da paciente passa a ser realizado no DST/Aids/ Ambulatório Médico Municipal”, frisa.
Ainda segundo o farmacêutico, um dos diferenciais do serviço municipal é doação estendida da fórmula láctea para as crianças expostas ao HIV. "O preconizado pelo Ministério da Saúde são os primeiros seis meses, porém, o município garante a entrega do leite e o acompanhamento médico até que a criança complete um ano de idade", finaliza.
Prêmio Luiza Matida
Também nesta semana, Presidente Prudente recebeu certificado sobre o mesmo assunto durante a quarta edição do Prêmio Luiza Matida, concedido a 236 municípios paulistas que atingiram indicadores selecionados para a redução ou eliminação da transmissão vertical do HIV e/ou sífilis.
A premiação integrou a 7º Semana Paulista de Mobilização contra a Sífilis e Sífilis Congênita: “Os desafios da eliminação da sífilis congênita - teste, trate e cure a sífilis adquirida”.
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