Modelo promete integração com terminais e seis estações
Da Redação
Em 02/12/2025 às 18:05
Atualmente, o transporte coletivo de Prudente opera com 38 linhas e 83 veículos, dos quais 75 estão em circulação
(Foto: Arquivo/Secom)
Nesta terça-feira (2), a Prefeitura de Presidente Prudente apresentou o novo sistema de transporte coletivo da cidade, composto por 39 linhas e 10 estações de embarque. O modelo foi discutido em audiência pública na Câmara Municipal, após estudos técnicos e contribuições enviadas pelos usuários. Atualmente, cerca de 720 mil passageiros utilizam o transporte coletivo por mês.
O novo modelo prioriza a agilidade e a integração, com a expectativa de no tempo de viagem por meio da otimização das rotas e da implementação de linhas mais curtas e rápidas, como a nova linha perimetral e a B02, que atenderá a Cidade da Criança.
Para maximizar o benefício ao usuário, o sistema incentivará a integração, permitindo a troca de ônibus quantas vezes forem necessárias no período de 1 hora e 30 minutos com a mesma tarifa.
Estão previstas a instalação de pontos de ônibus em áreas mais verdes para maior comodidade, bem como a construção de terminais e novos pontos de parada via Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A meta é divulgar as linhas oficiais na segunda quinzena de dezembro e iniciar a primeira fase da implantação do novo sistema já na primeira quinzena de janeiro do próximo ano.
A proposta estabelece um redesenho estrutural baseado em integração entre linhas, menor sobreposição de rotas, maior eficiência operacional e ampliação do atendimento a todos os bairros. A Prefeitura também reforça que a comunicação com os usuários será ampliada para facilitar a adaptação às mudanças.
O novo sistema contará com 10 estações (considerando terminais e novos pontos estruturais): Terminal Central; Terminal Zona Leste; Terminal Zona Oeste; Terminal Zona Norte; Terminal Zona Sul; Estação 9 de Julho; Estação HR; Estação Dahma; Estação Ana Jacinta; Estação Museu; e Estação João Domingos.
A composição do modelo prevê 39 linhas, sendo 10 expressas e 29 locais, operadas com 51 veículos, dos quais 45 estarão em operação e 6 serão reservas. Serão utilizados os cinco terminais urbanos já existentes (Central, Zona Leste, Zona Oeste, Zona Norte e Zona Sul) e mais seis estações/subterminais. A quilometragem média mensal prevista é de 493.784,55 km.
Parte importante do estudo foi desenvolvida pelo arquiteto e urbanista Dr. Rogério Penna Quintanilha. Ele destaca que o novo desenho permitirá intervalos menores entre as viagens com tempo máximo de espera de 30 minutos e maior agilidade nos horários de pico. "O sistema atual é antigo e que a modernização abre caminho para melhorias futuras, como faixas exclusivas, sincronia semafórica e, posteriormente, a adoção de ônibus articulados".
Atualmente, o transporte coletivo de Prudente opera com 38 linhas e 83 veículos, dos quais 75 estão em circulação e oito são reservas. A operação é gerida pela empresa SOU Transportes desde 2021. A tarifa está fixada em R$ 5,00 e cerca de 720 mil passageiros utilizam o sistema por mês.
A nova proposta também amplia o número de linhas aos fins de semana: aos sábados, o sistema passará de 29 para 39 linhas, e aos domingos e feriados, de 18 para 39.
Para ilustrar os impactos práticos, foram apresentados casos reais, para testar o novo sistema em um deles a redução média foi de 27,86%.
Outro caso apresentado foi do Cauã, que sai do bairro Jequitibás 1 em direção à sede da secretaria, próxima ao Cristo. Hoje, ele utiliza a linha 139 (linha saúde), embarcando às 7h40 e chegando às 7h50. No modelo proposto, passaria a utilizar a linha Cecap, saindo às 7h54 e chegando às 7h59, reduzindo o tempo dentro do ônibus e permitindo sair de casa mais tarde.
“Estamos trabalhando para que o novo modelo ofereça ao prudentino maior conforto e agilidade, o valor da tarifa de R$ 5,00 para a população não será alterado”, promete o prefeito Milton Carlos de Mello (Tupã).
Segundo o secretário de Mobilidade Urbana, Adauto Bibiano, o sistema atual segue um modelo criado na década de 1960 e, ao longo dos anos, as linhas foram apenas ampliadas conforme a cidade crescia, resultando em viagens longas e pouco eficientes.
Como exemplo, foram citadas a linha 131 (Ameliópolis/Rodoviária), com 61,5 km de extensão e de 1h30 de trajeto, e a linha 106 (Ana Jacinta/João Domingos), com quase 24 km e duração de até 1h40.
"O novo sistema busca oferecer viagens mais curtas e rápidas, com linhas distribuídas de acordo com a dinâmica atual do município. A proposta prevê rotas locais dentro dos bairros, ligações diretas entre regiões e linhas expressas com poucas paradas, que atendem pontos estratégicos fora da área central", explica.
De acordo com o engenheiro da Semob, Ádriner Sanfelici, a ativação plena dos terminais e a criação de novas estações são fundamentais para que o modelo funcione. “O novo sistema levou em conta o quanto a cidade cresceu e que muitos serviços importantes migraram para fora da área central, com isso, o novo modelo pensa nesses locais que estão mais distantes”, finaliza.
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