Da Redação
Em 10/01/2024 às 07:46
Em Prudente, foram positivados seis casos no ano passado, sendo quatro novos diagnósticos
(Foto: Arquivo/EBC)
Em Presidente Prudente, teve início a campanha ‘Janeiro Roxo’, iniciativa que tem por objetivo prevenir, conscientizar e promover busca ativa de diagnósticos de hanseníase. Com números estáveis, a cidade fechou o ano passado com seis casos catalogados.
De acordo com a supervisora da Vigilância Epidemiológica Municipal (VEM), Elaine Bertacco, os diagnósticos dos novos casos podem levar de dois meses a três anos e os sintomas podem demorar até 10 anos para serem manifestados.
“O desconhecimento da doença, o diagnóstico tardio e, consequentemente, o início do tratamento também tardio, são os maiores problemas”, enfatiza.
No ano passado, foram positivados seis casos, sendo quatro novos diagnósticos e dois reincididos. Em 2022, Prudente também registrou seis positivos para a hanseníase. Já o ano de 2021 fechou com cinco confirmações.
"A hanseníase é uma doença neurocutânea que se instala principalmente nos nervos e peles. A transmissão acontece pela respiração de uma pessoa doente sem tratamento. Caso não tratada ou tratada tardiamente, pode causar incapacidade ou deformidades nas mãos, pés ou olhos", explica Bertacco.
Os principais sintomas são manchas esbranquiçadas, caroços avermelhados ou castanhos, com falta de sensibilidade. "Caso perceba algum desses sintomas, procure uma unidade de saúde. O tratamento contra a doença é realizado exclusivamente por meio do SUS", aconselha.
Busca ativa
Durante o mês, uma equipe da VEM realizará um trabalho intensificado alusivo ao ‘Janeiro Roxo’, que contará com apoio das Unidades de Saúde, além da parceria de clínicas de fisioterapia, de estética, dermatologistas, massoterapeutas, clínicas odontológicas, igrejas, dentre outros segmentos e profissionais.
“Esse tipo de profissional tem um contato bem próximo com o paciente, sendo possível a identificação da doença. Nossa equipe percorrerá esses estabelecimentos para a entrega de kits informativos, com folders, cartazes e material de referência, quando também serão feitas as orientações para a identificação das lesões. Um trabalho de busca ativa para o diagnóstico de novos casos, que já podem estar no estágio de transmissão”, finaliza.
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