Da Redação
Em 17/10/2025 às 16:33
Entre os três com maior movimentação de passageiros de todo o Estado, o aeroporto prudentino conta com média de quatro voos diários, entre pousos e decolagens
(Foto: Sérgio Borges/NoFoco)
Privatizado e sem contar com as melhorias previstas em contrato, o Aeroporto Estadual Adhemar de Barros sofrerá limitação de voos em decisão tomada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O órgão cobra melhorias no aeroporto de Presidente Prudente desde 2022.
Considerados elementos mínimos de segurança, a Anac exige que a largura da pista de pouso e decolagem seja compatível com as aeronaves que as companhias aéreas utilizam; pede a manutenção de faixa preparada, que deve ficar limpa e livre de obstáculos; a delimitação da Área de Segurança de Fim de Pista; e instalação de Indicador de Precisão da Trajetória de Aproximação.
Entre os três com maior movimentação de passageiros de todo o Estado, o aeroporto prudentino conta com média de três voos diários. Com a decisão tomada, houve a limitação a seis voos de frequência até 28 de março de 2026.
"As medidas ora aplicadas, o que inclui as condições mandatórias da Tabela 2 do Anexo, têm caráter provisório, sem prazo determinado, e serão mantidas até que o operador de aeródromo solicite a sua revogação e demonstre o cumprimento das condições resolutivas apresentadas na Tabela 3 do Anexo. A presente decisão poderá ser revista a qualquer tempo, caso ocorram situações que alterem os níveis de segurança operacional na localidade", diz a resolução da Anac.
Segundo a Anac, o prazo para as adequações venceu no último dia 3 de outubro. "Essas melhorias foram solicitadas há cerca de três anos, quando também foi estabelecida a necessidade de gerenciamento de risco conjunto entre os operadores dos aeródromos e as companhias aéreas".
Obras emperradas
Administrado pelo consórcio Aeroportos Paulistas (ASP) desde 2022, quando foi privatizado pelo Governo do Estado, o Aeroporto de Prudente ainda aguarda pela tão sonhada reforma e ampliação.
Com média de 35 mil embarques e desembarques por mês, o aeroporto deveria contar com a maior fatia do lote "noroeste", oferecido pelo Estado no plano de privatização: R$ 51,6 milhões ao longo de 30 anos. Somente nos três primeiros anos, o valor investido seria de R$ 22 milhões.
No começo deste ano, foi apresentado um cronograma das primeiras obras pela concessionária responsável pelo local. Em dois anos, a previsão era de aplicar R$ 20 milhões.
A projeção era de iniciar os trabalhos em março, com intervenções em vários pontos do terminal.
Em andamento
O consórcio ASP afirma, em nota, que não haverá alteração nos voos até o momento. "Além disso, segue e seguirá em tratativas com as agências para construir soluções que não apenas preservem a normalidade das operações, mas também assegurem o fortalecimento da conectividade e a expansão da oferta de voos no aeroporto", argumenta.
Informa ainda que "estão em andamento projetos para ajustar a largura da pista de pouso e decolagem", sendo que as intervenções devem ser feitas em menos de um ano.
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