Da Redação
Em 14/10/2025 às 17:54
Gavião-carijó foi levado ao zoológico da Cidade da Criança, onde se preparada para voltar à natureza
(Foto: Secom)
Um novo ninho improvisado em um balaio preso a uma árvore e sons extraídos da internet. Foi desta forma que servidores do Horto Municipal de Presidente Prudente se mobilizaram para auxiliar um filhote de gavião-carijó atingido pelo forte vendaval registrado na cidade, no fim do mês passado. Após reencontrar os pais, a ave se prepara para retornar à natureza.
Orientados por um biólogo, os servidores improvisaram um novo ninho, aqueceram o filhote e o alimentaram com todo o cuidado durante vários dias. Para tentar atrair os pais da ave, reproduziram o canto da espécie. “Encontramos o som na internet e colocamos pelo celular na tentativa de atrair os pais”, contou Thiago Gazoni, biólogo da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semea).
O esforço deu resultado: os pais do gavião apareceram, e o filhote, aos poucos, recuperou forças e começou a crescer. Na semana passada, ensaiou os primeiros voos. Ainda inseguro, passava longos períodos no chão, correndo risco de ataques de outros animais, como cães e gatos.

“Todos os funcionários ajudaram de alguma forma a salvar a vida do gavião. Eu, por ser biólogo, fui orientando o que poderíamos fazer, e por alguns dias o gavião foi um morador ilustre aqui do Horto”, relatou Gazoni.
Preocupada com a segurança da ave, a equipe entrou em contato com a Cidade da Criança, que acolheu o filhote nesta semana.
Segundo o biólogo responsável pelo zoológico, Eduardo Viana Gasque, o gavião-carijó é uma espécie comum no Brasil. A ave de rapina, atualmente com cerca de quatro meses, agora conta com um espaço seguro para concluir seu desenvolvimento e, assim que estiver pronta, será reintegrada à natureza.
“No zoológico há outro gavião da mesma espécie, o que facilita o aprendizado sobre o comportamento e as características do habitat. Ele já iniciou o voo, mas ainda está um pouco atrapalhado, pois está trocando as penas. Depois de completar um ano, estará pronto para retornar à natureza”, explicou o biólogo.

Em casos de animais silvestres feridos ou em situação de risco, é necessário acionar o Corpo de Bombeiros ou a Polícia Militar Ambiental, pelo número 190. A Cidade da Criança não recebe animais entregues diretamente por moradores, atuando apenas mediante solicitação dos órgãos competentes.
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