Segunda-feira 1 de maio de 2018 | Presidente Prudente/SP

Comércio central decide abrir as portas no feriado da Revolução Constitucionalista

ROGÉRIO MATIVE

Em 04/07/2022 às 16:40

Medida visa aproveitar a circulação de dinheiro devido ao pagamento da folha salarial

(Foto: Arquivo/Secom)

No próximo sábado (9), data em que é comemorada a Revolução Constitucionalista de 32, o comércio da área central de Presidente Prudente abrirá as portas.

De acordo com o Sindicato do Comércio Varejista (Sincomércio), o atendimento será feito das 9h às 15h. A medida visa aproveitar a circulação de dinheiro devido ao pagamento da folha salarial, que é feita sempre até o quinto dia útil de cada mês.

O sindicato informa que os comerciantes interessados em aproveitar a data devem entrar em contato para a formalização do termo de autorização, que deve gerar custos com pagamento de diárias e horas extras.

Nos demais sábados, o horário seguirá das 9h às 15h.

Prudente e a Revolução

Atuante com mais de 1 mil homens que formaram o "Batalhão de Voluntários", Presidente Prudente participou da Revolução quando completava 15 anos de fundação.

Na cidade, alguns pontos homenageiam ex-combatentes: o Parque de Uso Múltiplo (PUM) recebe o nome do Coronel Miguel Brisola de Oliveira. Os tenentes Nicolau Maffei e Casemiro Dias tiveram seus nomes lembrados em ruas prudentinas, como também ocorre com Sargento Firmino Leão.

O Movimento de 32

Em 1930, após um golpe, Getúlio Vargas assumiu a presidência da República no Governo Provisório, que passa a ter um caráter consolidado por meio de medidas como a nomeação de interventores para administrar os Estados, fechamento do Congresso e suspensão da Constituição.

Entre os paulistas, o clima de tensão e descontentamento era crescente. Em 1932, a morte de quatro jovens – Martins, Miraguaia, Dráusio e Camargo – em uma passeata no centro de São Paulo em prol de eleições e de uma nova Constituição, foi o estopim para o conflito armado, iniciado em 9 de julho envolvendo, de um lado, as forças federais, e de outro, os paulistas.

Estes esperavam pelo apoio militar de outros Estados que reconheciam a causa, mas, com exceção da porção sul do Mato Grosso, isto não ocorreu. Após três meses de intensos combates, não foi possível aos paulistas depor o governo Vargas e em 2 de outubro foi assinado o armistício que pôs fim ao conflito armado.

Moralmente, o movimento obteve importante vitória, já que logo após o término do conflito, o governo federal convocou eleições para uma Assembleia Constituinte, que promulgou a Constituição do Brasil em 1934.

Compartilhe
Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Portal Prudentino.

Fique tranquilo, seu email não será exibido no site.
Notícias Relacionadas

Telefone: 18-98122 7428

© Portal Prudentino - Todos os direitos reservados.