Segunda-feira 1 de maio de 2018 | Presidente Prudente/SP

Em 45 dias, Prudente atinge total de casos de dengue de cinco meses

Com 1ª morte confirmada, cidade pode viver surto 'antecipado' da doença

ROGÉRIO MATIVE

Em 15/02/2023 às 12:17

Bandeja que fica atrás da geladeira pode ser criadouro do mosquito Aedes

(Foto: Elisângela Lucca/Secom)

O cenário é parecido: sujeira, lixo irregular, mato alto e unidades de Saúde lotadas. Contudo, o mosquito Aedes Aegypti pode ter antecipado o surto da doença este ano, em Presidente Prudente. Números revelam que a cidade já soma o mesmo número de casos de dengue visto nos cinco primeiros meses de 2022, porém, em apenas 45 dias. Já há morte confirmada.

Em menos de dois meses, são 753 registros positivos de dengue; com 710 casos no mês passado. Mas, há 1.471 casos em investigação, 860 referentes ao mês de janeiro e 611 a fevereiro.

Até maio do ano passado, um dos meses de maior pico da doença, eram 733 casos positivos de dengue, além de 4.351 exames de pessoas com suspeitas da doença em investigação.

Mortes em 2023

Após fechar o ano passado com sete mortes provocadas pela dengue, Prudente já registra um óbito positivo este ano. Segundo a Vigilância Epidemiológica Municipal (VEM), há ainda outra morte suspeita em investigação.

O órgão não divulgou detalhes das vítimas fatais, como idade e bairro em que residiam. 

Lotação nas unidades de Saúde

Cenário que foi visto em abril e maio do ano passado, agora se repete no início deste ano. Em dezembro de 2022, o Centro de Apoio à Dengue, que funciona no Cohabão, prestou 3.572 atendimentos de saúde referentes aos sintomas caraterísticos da doença, uma média de 119 por dia.

Em janeiro deste ano, foram 4.222 assistências prestadas no Centro de Apoio à Dengue, cerca de 140 por dia. Já em fevereiro, só nos 13 primeiros dias, o serviço do município já realizou 3.086 atendimentos, que caracteriza uma média diária de 240 assistências.

Criadouros

Em varredura feita por agentes da VEM, vasos de plantas, comedouros de animais, piscinas desmontáveis, latas, garrafas e plásticos, bandejas de geladeira e materiais de construção, por exemplo, seguem como os criadouros preferidos do Aedes. 

Foi encontrada água em 42,49% dos itens verificados, ou seja, dos 2.838 objetos analisados, 1.206 estavam com água parada. Desse total, em 224 havia larvas; em 208, a presença do Aedes Aegypti.

Já em entulhos de construções, barcos, sucatas, lonas e outros, dos 639 itens examinados, 245 tinham água parada, 58 estavam com larvas e 48 havia a presença do Aedes.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Breno Erbella Casari, um dos agravantes para o serviço de combate ao mosquito é a falta do inseticida utilizado no ‘fumacê’, problema que tem sido enfrentado em todo o país. “A distribuição é feita somente pelo Governo Federal, que compra o produto e distribui para os Estados, que repassa aos municípios”, cita.
 
Mutirão 

Nesta semana, uma reunião entre Vigilância Epidemiológica, Prudenco e Comitê de Combate à Dengue discutiu a ampliação dos mutirões de cata-trecos que ocorrem aos sábados.

Ações serão projetadas para os próximos dias. Para informar a população sobre as datas dos mutirões, carros de som vão circular diretamente nos bairros, no período da noite.

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