Segunda-feira 1 de maio de 2018 | Presidente Prudente/SP

Estudo de prudentino em educação orienta como estourar as bolhas virtuais

Da Redação

Em 30/08/2023 às 19:46

Produção científica de jornalista é vista por pesquisadores como importante contribuição social, em especial para o ensino médio

(Foto: CC0/Domínio Público)

Pesquisa no campo educacional avalia como adolescentes fazem uso de mídias e meios de comunicação, utilizando ação interventiva que permitiu orientá-los como estourar as bolhas sociais mediante a compreensão do que é fake news e do que é desinformação. 

Nesta semana, a defesa pública da dissertação com foco em mídia-educação, os avaliadores qualificaram o estudo como contribuição social de alto impacto, em especial para o ensino médio; e com destaque ao fato da pesquisa estar alinhada com o momento de debate nacional de legislação sobre o assunto.

O estudo foi desenvolvido pelo jornalista Maycon Henrique Mariz Morano, diretor de Comunicação Institucional da Câmara Municipal de Presidente Prudente e que tem histórico a atuação local como professor de informática e também em Curitiba (PR); com formação em Jornalismo na Unoeste. 

Com a orientação da professora Dra. Monica Fürkotter, o estudo teve origem no questionamento de como os adolescentes fazem uso de mídias e meios de comunicação, ativa ou passivamente, considerando o ambiente virtual controlado por algoritmos que reforçam as bolhas sociais.

Maycon Morano é diretor de comunicação da Câmara Municipal | Foto: Homéro Ferreira/AI Unoeste

Preocupação da Unesco

Bolhas que deixam o indivíduo confortável e seguro, na zona de conforto; mas que geram problemas como o de facilmente ser manipulado. Daí, a importância da educação midiática, de tal forma que a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e Cultura (Unesco) tem se preocupado com isso, conforme expôs o autor do estudo. 

Ação interativa do estudo teve a participação de 34 adolescentes, de 16 e 17 anos, de uma instituição que os prepara para o mercado de trabalho. Foram nove encontros com aplicações de questionários, orientações e produções de videocasts.

Produtos elaborados com conceitos básicos de jornalismo, incluindo pauta, roteiro, produção e gravação de entrevistas com profissionais de diferentes áreas. 

Considerando os resultados da aplicação dos procedimentos metodológicos de coleta de dados, a avaliação da ação interventiva mostrou que os adolescentes evoluíram, gradativamente, no entendimento sobre bolhas, fake news e desinformação, mas que um melhor desenvolvimento da capacidade reflexiva precisa de longo tempo de maturação. 

Porém, mesmo em pouco tempo, foi possível contribuir na formação para a cidadania e mercado de trabalho dos adolescentes participantes da pesquisa.

Impacto social da pesquisa

Para a avaliadora externa Dra. Maria Raquel Miotto Morelatti, do campus da Unesp em Prudente, na aplicação da pesquisa Maycon Morano fez intervenção muito relevante de mídia-educação e que os métodos e resultados devem ser socializados com os professores da educação básica, especialmente os do ensino médio. 

O avaliador interno Dr. Sidinei de Oliveira Sousa disse que a pesquisa está alinhada com a contemporaneidade, com um conteúdo relevante e tema apaixonante, trabalhado por jornalista que entende a amplitude da notícia. Ambos avaliadores enalteceram o impacto social da pesquisa, o orientando e a orientadora.

Foto: Homéro Ferreira/AI Unoeste

Dra. Monica falou do interesse em orientar o estudo desde quando o projeto foi submetido à apreciação no processo de ingresso como aluno regular, agora aprovado para que o orientado receba o título de mestre em educação, com a dissertação 

“A mídia-educação como meio de alfabetização midiática de adolescentes no ambiente digital permeado de bolhas virtuais”. Para a orientadora, foi emocionante conhecer o ambiente de coleta de dados junto aos adolescentes e foi gratificante ter conhecido parte da rotina de trabalho de Morano na Câmara Municipal, incluindo a sua atuação na Escola do Legislativo “Dona Ana”, da qual é o coordenador acadêmico. (Com Homéro Ferreira/AI Unoeste)

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