Da Redação
Em 05/03/2024 às 09:16
A curcumina é o princípio ativo da cúrcuma, também conhecida como açafrão-da-terra ou açafrão-da-índia.
(Foto: Arquivo/EBC)
Desenvolvido em parceria interinstitucional, estudo prudentino que aprimora o uso da curcumina na prevenção e tratamento de doenças inflamatórias intestinais é publicado no International Journal Pharmaceutics, de alto impacto científico. Fato repercutido com publicação na Agência Fapesp, o site de notícias da Fundação de Amparado à Pesquisa do Estado de São Paulo.
A curcumina é o princípio ativo da cúrcuma, também conhecida como açafrão-da-terra ou açafrão-da-índia.
O artigo científico é o primeiro relato sobre a avaliação do efeito de nanoemulsão de curcumina para prevenir o dano intestinal causado por indometacina e que ressaltou a importância do desenvolvimento de novas formulações em busca do aprimoramento.
Conforme a responsável pela pesquisa, a Dra. Lizziane Kretli Winkelstroter Eller, o uso de polifenóis, como a curcumina, tem ganhado grande destaque para a prevenção e tratamento de doenças inflamatórias intestinais.
Porém, apesar de sua eficácia e segurança, estudos têm relatado a baixa biodisponibilidade da curcumina administrada via oral. “Desta forma, a utilização de curcumina na forma de nanoemulsão, pode ser uma estratégia possível para melhoraria das suas propriedades físicas e químicas”, explica.
Envolvidos no estudo
O estudo de repercussão internacional teve início em 2022, com experimentos realizados pela então aluna de mestrado em Ciências da Saúde na Unoeste, Maria Vitória Minzoni de Souza Iacia, cuja dissertação que defendeu e foi aprovada para receber o título resultou no artigo “Avaliação da nanoemulsão de curcumina em prevenir dano intestinal”.
A relação interinstitucional, que vem de longa data, envolveu os professores Dr. Carlos José Constantino e Dr. Aldo Eloizo Job, da Unesp, que auxiliaram na caracterização físico-química e morfológica da nanoemulsão.
Além de Maria Vitória e da Dra. Lizziane, que leciona nos programas de Ciências da Saúde e Ciência Animal, pela Unoeste os envolvimentos são da pesquisadora professora dos mesmos programas, Gisele Alborghetti Nai; da graduanda de Biomedicina em iniciação científica, com bolsa Fapesp, Maria Eduarda Ferraz Mendes; e da doutoranda no Programa de Ciência Animal e que faz estágio nos Estados Unidos, Karolinny Cristiny de Oliveira Vieira.
Aumento de visibilidade
Além dos doutores Carlos e Aldo, pela Unesp, também auxiliaram na caracterização físico-química e morfológica da nanoemulsão a doutoranda Gilia Cristine Marques Ruiz e da pós-doutoranda Cibely da Silva Martin.
Sobre a importância da publicação do artigo, a Dra. Lizziane explica que o assunto é de grande interesse da área da saúde, por conta de que as Doenças Inflamatórias Intestinais (DII) levam ao comprometimento da estrutura e função gastrointestinal a longo prazo e, às vezes, de maneiras irreversíveis.
“Apesar da baixa mortalidade, a morbidade das DII é um problema significativo. As opções de tratamento possuem custo elevado e envolvem efeitos colaterais significativos”, explica.
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