Pedro Rafael Vilela/EBC e Redação
Em 17/06/2022 às 11:47
Novos valores já passam a ser praticados nas bombas a partir deste sábado
(Foto: Fernando Frazão/EBC)
A partir deste sábado (18), motoristas de carros de passeio e de transporte terão um novo desfalque nos bolsos. A Petrobras vai reajustar em 5,2% o preço da gasolina, enquanto que o diesel ficará 14,2% mais caro.
Em comunicado emitido nesta sexta-feira (17), a empresa estatal informou que o preço médio de venda de gasolina para as distribuidoras passará de R$ 3,86 para R$ 4,06 por litro. O último ajuste ocorreu em 11 de março, há 99 dias. Em Presidente Prudente, por exemplo, a gasolina é vendida por R$ 7 o litro, em média.
Para o diesel, o reajuste ocorre 39 dias depois do aumento anterior. O preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 4,91 para R$ 5,61 por litro. O último ajuste ocorreu no dia 10 de maio.
O preço do gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha, não sofreu reajuste.
Se justificou
Em nota para divulgar os aumentos, a Petrobras afirmou que tem buscado o equilíbrio dos seus preços com o mercado global, mas sem repasse imediato para os preços internos da volatilidade das cotações internacionais e da taxa de câmbio.
"Esse posicionamento permitiu à Petrobras manter preços de GLP estáveis por até 152 dias; de diesel por até 84 dias; e de gasolina por até 99 dias. Esta prática não é comum a outros fornecedores que atuam no mercado brasileiro que ajustam seus preços com maior frequência, tampouco as maiores empresas internacionais que ajustam seus preços até diariamente".
Greve à vista
Com o novo aumento no diesel, aumenta a possibilidade de uma greve de caminhoneiros. A categoria planeja paralisação nacional há meses. O reajuste também provocará diretamente disparada nos preços dos produtos nos supermercados.
Tentativa de pouco efeito
Na última quarta-feira (15), a Câmara dos Deputados concluiu a votação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 18/2022, que limita a aplicação de alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis, fixando-a no patamar máximo de 17% a 18%, abaixo dos valores atuais aplicados pelos estados.
A medida tem o objetivo de reduzir o preço dos combustíveis para o consumidor, mas os aumentos da Petrobras podem anular os efeitos dessa desoneração. O texto aguarda sanção presidencial para entrar em vigor.
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Portal Prudentino.
