Segunda-feira 1 de maio de 2018 | Presidente Prudente/SP

Glifosato é capaz de causar fibrose e processo inflamatório, diz estudo prudentino

Da Redação

Em 04/04/2024 às 12:23

Estudo sobre esse herbicida alerta sobre a real necessidade de quem usar o produto para utilizar dispositivo de proteção

(Foto: N/I)

Exposições inalatória e oral ao herbicida Glifosato são capazes de provocar alterações dérmicas como fibrose e processo inflamatório. O resultado foi divulgado em recente defesa pública da dissertação pelo médico Lucas Freitas Bergamachi Pereira da Silva. A orientação para quem usa esse tipo de produto é a de que os equipamentos de proteção individual são indispensáveis.

O estudo levou em consideração que o Brasil é considerado o país que mais consome agroquímicos em todo o mundo, sendo um fato preocupante para a saúde pública e ambiental. 

Também considerou que as formas de exposição aos agroquímicos são variadas, dentre elas as mais encontradas são a exposição oral e inalatória, podendo gerar diversos malefícios a saúde, atingindo órgãos e sistemas.

Danos à saúde

Outra consideração é a de que dentre os vários agroquímicos utilizados no Brasil, o herbicida Glifosato vem sendo popularmente muito discutido devido seus possíveis danos à saúde e sua grande expansão no mercado agrícola. 

O objetivo do estudo foi avaliar a presença de fibrose e de mastócitos na epiderme do dorso de ratos submetidos às exposições inalatória e oral ao glifosato, utilizando-se de métodos histológicos e comparar os resultados entre os tipos e concentrações de exposição.

Conforme o autor apresentou em sua dissertação durante mestrado de Pós-Graduação em Ciências da Saúde na Unoeste, o estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética no Uso de Animais (Ceua), com material armazenado proveniente de 112 ratos Wistar machos divididos aleatoriamente em oito grupos de concentrações diferentes ao herbicida (baixa, média e alta), sendo quatro grupos expostos por via inalatória e quatro grupos expostos por via oral. 

Médico Lucas Freitas Bergamachi Pereira da Silva, responsável pelo estudo sobre o herbicida Foto: Homéro Ferreira/AI Unoeste

A exposição foi realizada por 180 dias. Depois, os animais foram eutanasiados e coletado tecido epitelial a fim de analisar os processos patológicos por meio das colorações de azul de toluidina e picrossirius.

Causas e alerta

“Nos resultados, notou-se maior quantidade de fibrose nos grupos de alta concentração do glifosato em relação ao de média e baixa concentração com uma alteração muito mais acentuada no grupo inalatório em relação ao grupo exposto de forma oral. Observou-se alteração da quantidade de mastócitos íntegros e degranulados principalmente no grupo inalatório”, conforme dados da dissertação e que remetem às causas encontradas no estudo e ao alerta para quem faz uso do tipo de herbicida.

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