Segunda-feira 1 de maio de 2018 | Presidente Prudente/SP

Levantamento em casas alerta para surto de dengue em Prudente

Da Redação

Em 09/08/2023 às 16:36

Dados apontam que a capital do Oeste Paulista está em situação de alerta para a proliferação do mosquito

(Foto: Arquivo/Secom)

Após passar por um surto que provocou a morte de mais de 20 pessoas e 36 mil contaminações, a cidade de Presidente Prudente volta a apresentar risco de assistir mais um cenário caótico provocado pelo mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue. 

Nesta quarta-feira (9), a Vigilância Epidemiológica Municipal (VEM) divulgou os resultados do segundo Índice Breteau (IB) e Índice de Infestação Predial (IIP) de 2023. Os dados apontam que a capital do Oeste Paulista está em situação de alerta para a proliferação do mosquito, com IB de 1,6 e IIP de 1,3.

De acordo com o Ministério da Saúde, quando o IIP está entre 1 e 4 é considerado situação de “alerta”. Acima de 4, é classificado como “risco de surto”.

Zonas leste e centro-norte

As áreas 4 e 5 apresentam os números mais alarmantes em relação à disseminação do mosquito transmissor da dengue. A primeira, que inclui bairros da zona leste, como Planaltina, Cambuci, Itapura, José Rotta, entre outros, alcançou IIP 1,74 e IB 2,09; enquanto na segunda área citada, que inclui bairros da região centro Norte, como Vila Estádio, Ocidental e Aviação, o índice predial a 1,84 e o Breteau a 2,34.

A supervisora da VEM, Elaine Bertacco, aponta que o levantamento preocupa, uma vez que, mesmo num período em que as condições climáticas são desfavoráveis para o Aedes, ainda estão sendo encontradas larvas do mosquito na cidade. 

"Dessa forma, os trabalhos de prevenção foram intensificados, tais como a limpeza das coberturas dos pontos de ônibus, recolhimento de inservíveis das ruas, canteiros e áreas públicas, visitas às casas, reuniões com lideranças comunitárias e religiosas, para que sirvam de propagadores das medidas de combate à dengue nos bairros, entre outras ações", explica.

Ela reforça sobre a necessidade de um trabalho conjunto entre Prefeitura e população no combate da doença. “É necessário que poder público e comunidade estejam engajados e empenhados no combate ao Aedes agora, para que, quando chegarmos ao período de chuvas, não voltemos a enfrentar uma epidemia de dengue como ocorreu no início deste ano”, alerta Elaine.

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