Segunda-feira 1 de maio de 2018 | Presidente Prudente/SP

Municípios articulam implantação do Samu no Oeste Paulista

Projeto desenhado pelo Ciop foi discutido no Ministério da Saúde

Da Redação

Em 17/09/2025 às 17:40

SAMU possui uma Central de Regulação de Urgência (CRU) que recebe todos os chamados e direciona qual tipo de veículo deve se deslocar para a ocorrência

(Foto: Arquivo/MS)

O Consórcio Intermunicipal do Oeste Paulista (Ciop), que reúne 35 municípios da região, deu um passo importante para a implantação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Uma comitiva - com mais de 20 prefeitos e representantes locais - discutiu o assunto no Ministério da Saúde, em Brasília.

O encontro, realizado nessa terça-feira (16), teve como objetivo detalhar os processos de trabalho e organização necessários para implantação do serviço na região, que deve beneficiar cerca de 800 mil habitantes.

Presente em grandes cidades, o SAMU otimiza o tempo de atendimento ao paciente em casos urgentes e ajuda na organização das unidades de saúde da região. “O serviço traz um atendimento rápido e regulado para casos de emergência, levando a equipe profissional a um contato imediato com o paciente e sua avaliação médica inicial”, explica o diretor de Saúde do CIOP, Cláudio Monteiro. 

“Esse processo melhora as chances de sobrevivência e diminui os riscos de agravamentos em possíveis sequelas, uma vez que o paciente é levado para o local de referência com maior eficiência.”

Foto: Fábio Reis/AI Ciop

Dividindo os custos

O projeto propõe que o serviço cubra todos os 45 municípios da Rede Regionalizada de Atenção à Saúde (RRAS) 11, além de Bastos e Flórida Paulista (RRAS 10). A proposta inicial é que o custeio desse serviço seja dividido entre os municípios, o Estado de São Paulo e o Ministério da Saúde.

“É preciso pensar numa atenção em rede para ampliar a qualidade do atendimento pré-hospitalar. O SAMU vem para unir forças desde os municípios maiores até aqueles de pequeno porte, melhorando a referência e a atenção aos atendimentos de urgência”, destacou Fernando Figueira, diretor do Departamento de Atenção Hospitalar, Urgência e Domiciliar do Ministério da Saúde.

Segundo ele, o Ministério da Saúde está disponível e 'muito empenhado' na implantação do serviço no Oeste Paulista. "Pois queremos a universalização do SAMU, ou seja, que todos tenham acesso a esse tipo de atendimento.”

A presidente do CIOP e prefeita de Caiabu, Suelen Mative, ressalta o papel do consórcio em viabilizar o projeto. “Estamos muito empenhados em fazer esse sonho acontecer. Somos uma das poucas regiões do Estado de São Paulo que ainda não conta com o SAMU, e isso é preocupante. Agradeço a todos os municípios consorciados e não consorciados ao CIOP que estão envolvidos e empenhados nessa missão de trazer o SAMU para a nossa região, um projeto que vem ajudar a salvar vidas.”

Foto: Fábio Reis/AI Ciop

Como o SAMU funciona?

O SAMU possui uma Central de Regulação de Urgência (CRU) que recebe todos os chamados e direciona qual tipo de veículo deve se deslocar para a ocorrência. Existem dois tipos de ambulância: a Unidade de Suporte Básico (USB), com condutor socorrista e técnico de enfermagem, e a Unidade de Suporte Avançado (USA), que conta com condutor socorrista, médico e enfermeiro.

Ambas as unidades iniciam os protocolos de atendimento no local. “Hoje nós contamos com ambulâncias nos municípios, mas o SAMU traz um atendimento imediato por especialistas já no local da ocorrência. Isso faz toda a diferença para o paciente”, destaca o secretário de Saúde de Presidente Epitácio, Marcírio Rolim.

Após a avaliação, a CRU informa o destino mais adequado para o paciente, considerando a localização e a capacidade da unidade de saúde para atender a ocorrência. Esse processo evita deslocamentos desnecessários e diminui as filas e a lotação nos hospitais.

“Esse direcionamento é essencial para ajudar a alocar os pacientes na referência correta para seguimento no seu atendimento evitando maiores custos com deslocamentos desnecessários consequentemente diminuindo filas e lotações nos hospitais da região. Esse é um importante benefício do SAMU para uma região”, pontua o diretor do Ciop.

Os municípios onde vão ser instaladas a CRU e bases das Unidades de Saúde são definidos junto aos prefeitos, uma vez que é preciso atender a critérios técnicos e de logística estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

Próximos passos

Uma nova reunião sobre o tema será realizada no dia 30 de setembro, às 10h, em Presidente Prudente. O objetivo será alinhar os custos da implantação do serviço e definir as cidades que vão receber a Central de Regulação e as bases descentralizadas.

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