Segunda-feira 1 de maio de 2018 | Presidente Prudente/SP

Ocorrências envolvendo colisão traseira sobem 20% na Raposo Tavares

Da Redação

Em 19/12/2022 às 14:00

Passagem de veículo lento aciona o sistema de focos de led, instalados às margens da pista

(Foto: Cedida/AI)

Entre as ocorrências de maior severidade, as colisões traseiras são um desafio para setores de inteligência de tráfego estabelecerem medidas de prevenção. Na Rodovia Raposo Tavares (SP-270), foi identificado um aumento de 20% nos registros entre os meses de setembro e outubro deste ano.

De Bauru a Epitácio, foram 15 acidentes entre setembro e outubro, o equivalente a 68% do volume de acidentes do tipo nos meses analisados.

Em alguns locais, a concessionária responsável pela rodovia adotou medidas para diminuir as colisões traseiras, que na maioria dos casos envolve caminhões e veículos leves. 

No km 437, em Assis, foi implantado um sistema que detecta através de sensores, veículos com baixa velocidade trafegando no local.

Após esta identificação, dispositivos luminosos acendem de forma intermitente, chamando a atenção para os veículos que trafegam atrás sobre a presença destes veículos lentos.

Durante as análises feitas, desde sua implantação, julho de 2022 até agora, os pontos onde a solução foi implantada, os casos de acidentes por colisão traseira zeraram.

O trecho é em aclive, com o tráfego de caminhões frequente nas rotas para a Capital, bem como para a região de Prudente e estados do Paraná e Mato Grosso do Sul. Em quatro anos (2019 a 2022), foram registradas nestes segmentos 10 colisões traseiras.

O sistema, batizado de 'Rampa Segura', possui um sensor de tráfego capaz de detectar veículos com velocidade abaixo de 55 km/h.

A passagem de veículo lento aciona o sistema de focos de led, instalados às margens da pista, indicando ao motorista que segue atrás, em velocidade superior, da necessidade de mudar de pista para seguir viagem.

Prevenção

Simples atitudes ao volante previnem acidentes, como manter a distância segura entre veículos. O motorista tem um tempo maior de resposta e reflexo imediato aos estímulos, como frear a tempo de evitar uma colisão.

Para evitar colisão traseira, a recomendação é estar atento as movimentações no trânsito e assim que avistar qualquer eventualidade, reduzir a velocidade do veículo para tomada da melhor decisão. No entanto, o condutor deve frear aos poucos para evitar derrapagens ou uma parada brusca.

A recomendação é a “regra dos três segundos”, que consiste na visualização de um ponto de referência na estrada, como uma árvore, e assim que o veículo à frente cruzar esse ponto, deve-se contar “cinquenta e um, cinquenta e dois, cinquenta e três”. 

Se o seu veículo passar pelo mesmo ponto de referência antes do final da contagem, é sinal que é hora de reduzir a velocidade para aumentar a distância entre o veículo que trafega à sua frente.

É importante lembrar que a “regra dos três segundos” só é válida para carros de pequeno porte - até 6 metros de comprimento - e que estejam a 80 ou 90 km/h em pista sem adversidades.

O comportamento ao volante é decisivo para a proteção coletiva. Motoristas que seguem “colados” ao veículo da frente potencializam o risco de colisão. Para se afastar de quem segue a uma distância curta, a orientação é reduzir a velocidade ou deslocar-se para outra faixa de trânsito, ultrapassando com segurança.

O condutor não deve ficar indeciso em relação ao percurso, especialmente com entradas e saídas de acesso.

O ideal é planejar o trajeto antes de sair para não confundir o veículo que vem atrás. Também deve ser feita a sinalização correta com as setas para a mudança de percurso no tempo adequado. 

Assim, os outros motoristas podem planejar suas atitudes no trânsito, principalmente quando houver caminhões ou ônibus na retaguarda, já que nestes casos, o tempo de agir é mais lento.

Faixas de aceleração e desaceleração

O momento de entrada e saída de um veículo para a rodovia ou para as vias marginais merece atenção dos motoristas e motociclistas, especialmente os que transitam em trechos urbanos.

O respeito ao limite de velocidade indicado pelas faixas de aceleração e desaceleração garante o tráfego seguro, em harmonia entre fluxo urbano e o da rodovia.

O trecho urbano da SP-270 é um dos principais acessos a bairros e avenidas de Presidente Prudente. Por isso, o fluxo de veículos entrando e saindo da rodovia a todo o momento é bastante intenso, principalmente em horários de pico. A média diária chega a 22 mil veículos apenas nesse trecho.

Aliadas dos motoristas nessa hora são as faixas de aceleração e desaceleração implantadas, pois são instrumentos importantes na sinalização viária e favorecem a segurança de todos.

São indicadas por uma pintura zebrada, na cor branca, no solo dos acostamentos e ficam próximas às saídas e entradas da rodovia. A principal função é oferecer espaço suficiente para acelerar ou diminuir a velocidade.

A faixa de aceleração garante espaço adequado para o veículo acessar a rodovia. Aumentam a velocidade gradativamente, tornando-a compatível com o fluxo. O dispositivo previne colisões traseiras e laterais entre um veículo mais lento e outro com uma velocidade maior. 

Para sair da rodovia, a faixa de desaceleração, presente próximo às saídas, oferece espaço suficiente para o motorista reduzir gradativamente a velocidade aplicada na rodovia e entrar em uma via marginal urbana de menor velocidade, ou até mesmo em um acesso particular.

Com a utilização correta da sinalização no solo, é possível reduzir a incidência de veículos em alta velocidade em acessos próximos à rodovia.

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