Da Redação
Em 24/12/2025 às 11:54
No começo de novembro, o monitoramento térmico realizado indicou temperaturas de 97°C na superfície e 190°C em profundidade
(Foto: Arquivo/Secom)
A partir de janeiro, terá início a etapa de remoção, resfriamento e acomodação temporária dos resíduos acumulados em área de descarte clandestino no Parque Furquim, zona leste de Presidente Prudente. O local já serviu como lixão municipal na década de 1990.
Segundo a Prefeitura, serão necessários 70 dias, aproximadamente, para a execução do serviço. A medida visa cessar a queima subterrânea de lixo, que ocorre há meses no local.
A operação é em resposta ao Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema), do Ministério Público, acerca da cobrança sobre as ações que serão adotadas para controle e eliminação do incêndio, especialmente no reforço do isolamento da área e no monitoramento de risco, para que não afete os moradores e as instituições do entorno.
De acordo com a Prefeitura, a abordagem no local demanda uma técnica específica, considerando se tratar de um incêndio lento e em profundidade. Todo o trabalho deverá ser monitorado diariamente, por meio de inspeção técnica.
As ações são discutidas entre integrantes do Gabinete de Gestão de Crise (GGC), Coordenadoria de Proteção e Defesa Civil e Corpo de Bombeiros.
Altas temperaturas
No começo de novembro, o monitoramento térmico realizado indicou temperaturas de 97°C na superfície e 190°C em profundidade, evidenciando o caráter subterrâneo e complexo do incêndio.
Desde então, as equipes permanecem em monitoramento diário com câmeras térmicas e acompanhamento ambiental até a eliminação completa de qualquer foco remanescente.
Quando tudo começou
Os atendimentos começaram às 4h10 da manhã do dia 12 de outubro, quando o primeiro chamado foi recebido pelo Corpo de Bombeiros e pela Defesa Civil. Desde então, os trabalhos não pararam, sempre de forma conjunta.
No dia 21 de outubro, a Defesa Civil coordenou uma força-tarefa com participação do Plano de Auxílio Mútuo (PAM), reunindo as Defesas Civis de municípios vizinhos, o Corpo de Bombeiros, Cetesb, Polícia Ambiental, concessionárias Cart e Eixo-SP, além das usinas Atenas, Cocal e Alto Alegre, Sabesp e Construtora Tucanos.
Mesmo com o incêndio controlado, o mau cheiro do material queimado ainda é perceptível na região, o que levou o Ministério Público do Trabalho a recomendar a paralisação temporária das aulas do Sesi.
Até aqui, já foram utilizados mais de 2 milhões de litros de água.
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Portal Prudentino.
