Da Redação
Em 16/09/2025 às 08:34
Entre janeiro e junho deste ano, foram entregues 9.976 atestados, que resultaram em 53.345 dias de ausência
(Foto: Secom)
Em Presidente Prudente, a Prefeitura identificou um aumento no número de afastamentos por licença médica entre os servidores municipais em 2025. Para o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Presidente Prudente e Região (Sintrapp), o volume decorre do' tamanho dos quadros e da alta exposição ao público'.
Entre janeiro e junho deste ano, foram entregues 9.976 atestados, que resultaram em 53.345 dias de ausência, o equivalente a mais de 146 anos de trabalho, se contados de forma contínua.
Em 2024, no mesmo período, haviam sido registrados 8.400 atestados, somando 49.855 dias de afastamento. Comparando com o mesmo período deste ano com o ano passado, o aumento no número de atestados foi de 18,8%. Segundo a Prefeitura, o volume preocupa diante do "impacto direto no funcionamento da máquina pública e na qualidade do atendimento prestado à população".
A Secretaria de Educação lidera os índices de afastamento. Foram 5.741 atestados no primeiro semestre, que resultaram em 28.444 dias de ausência, contra 4.482 atestados e 26.313 dias em 2024, uma alta de 28% na apresentação do documento.
Na Secretaria de Saúde, também houve aumento: 3.046 atestados e 14.887 dias de afastamento neste ano, frente a 2.888 atestados e 14.485 dias no ano passado, aumento de 5,4%.
Já a Secretaria de Assistência Social contabilizou 303 atestados e 3.438 dias de ausência entre janeiro e junho, contra 270 atestados e 2.947 dias em 2024, crescimento de 12,2%.
Sintrapp aponta possíveis causas
De acordo com o Sintrapp, os afastamentos por saúde estão correlacionados às condições de trabalho nas unidades administrativas do município.
"A análise conclui que o absenteísmo, longe de ser um indício de descaso, é um termômetro das condições de trabalho enfrentadas diariamente pelas servidoras e pelos servidores municipais. Fatores como sobrecarga, estresse, exposição a riscos de contágio e desvalorização profissional explicam os afastamentos", aponta a diretora do sindicato, Karina Sacardo.
Projeto negado
Servidores afastados por atestado médico recebem o benefício do auxílio-alimentação, que atualmente é no valor de R$ 1.263,95, e que tem como objetivo ressarcir o servidor que se desloca para o trabalho e precisa se alimentar fora de casa.
"Esse benefício também é pago em licenças-maternidade, paternidade, prêmio, férias, além de afastamentos por acidente de trabalho ou doença profissional, que garantem o recebimento do benefício", enumera a Prefeitura.
A Prefeitura de Prudente apresentou um projeto de lei visando cortar o benefício para parte dos servidores faltosos sem justificativa. Contudo, a proposta foi negada pela Câmara Municipal durante sessão ordinária na noite dessa segunda-feira (15).
"O sindicato reafirma que o atestado médico não é custo nem privilégio: é uma garantia de saúde e segurança tanto para quem trabalha, quanto para a população atendida. Penalizar quem precisa se afastar por motivos de saúde é injusto, desumano e agrava ainda mais os problemas estruturais do serviço público", defende a sindicalista.
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