Segunda-feira 1 de maio de 2018 | Presidente Prudente/SP

Probiótico gera efeitos favoráveis em casos de osteoporose, diz estudo prudentino

Da Redação

Em 03/06/2024 às 08:02

Estudo contribui para aumentar o nível de evidência dos efeitos positivos do uso de probiótico como suplementação

(Foto: Jcomp/Freepik)

O uso de probiótico como suplementação em tratamento de osteoporose resulta em efeitos favoráveis. Constatação extraída em estudo científico de revisão sistemática com meta-análise. A pesquisa foi desenvolvida pelo médico especialista em ortopedia e traumatologia Fábio José Martins Pinto, junto ao Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal da Unoeste de Presidente Prudente. 

A dissertação “Efeito de Bifidobacterium spp, em murinos com osteoporose induzida: revisão sistemática com meta-análise” foi apresentada em defesa pública e aprovada para que o autor receba o título de Mestre em Ciência Animal.

Com a orientação do médico veterinário Dr. Hermann Bremer Neto, a defesa passou pela avaliação da médica veterinária Dra. Ines Cristina Giometti Ceda, na condição de membro interno; e da biomédica Dra. Liliana Martos Nicoletti Tofolli, como membro externo, convidada junto ao Centro Universitário de Adamantina (FAI), onde atua como professora e pró-reitora de extensão. 

Dra. Ines sugeriu a mudança na ordem do tópico relacionado a medicamentos e a exposição de breve informação sobre a reposição hormonal pós-menopausa, considerando que o estudo levou em conta que a osteoporose resulta de baixa densidade mineral óssea, após o último ciclo menstrual. 

O autor do estudo colocou em evidência o impacto de custo financeiro com a osteoporose no Brasil, que é de R$ 1,2 bilhão por ano.

Ao pontuar as causas da doença que implica em perda progressiva da massa óssea e que torna os ossos enfraquecidos e predispostos a fraturas, disse que a menopausa é causa primária de maior incidência. 

Aumento do nível de evidência

Após expor sobre tratamentos preventivo e convencional, o autor do estudo apresentou como perspectiva terapêutica a bactéria Bifidobacterium, utilizada como probitótico gerador de benefícios para a saúde humana. 

Situação questionada, na problematização do estudo, como alternativa terapêutica para o tratamento da osteoporose.

Mesmo diante da complexidade do assunto, conforme comentário da banca de avaliação, o médico Fábio José deu uma aula durante toda a apresentação, incluindo a avaliação de parâmetros com dados extraídos de cinco publicações científicas, selecionadas por critérios de exclusão entre 89 artigos cujas pesquisas utilizaram murinos (ratos e camundongos) como modelo experimental.

Foram sete parâmetros minuciosamente avaliados com o rigor da produção científica e em quatro deles os resultados indicativos de melhora de paciente com osteoporose apresentaram índices significativos, que são os de densidade mineral óssea, conteúdo mineral ósseo, fração do volume ósseo e espessura e espaçamento trabecular, que é o tecido esponjoso interno, menos fibroso que a parte externa do osso. 

Dra. Inês Giometti, Dra. Liliana Martos, Fábio José e Dr. Hermann Bremer Neto | Foto: Homéro Ferreira/AI Unoeste

São quatro indicativos importantes sobre os efeitos benéficos. Diante de estudos com resultados controversos, o estudo com revisão sistemática e meta-análise contribui para aumentar o nível de evidência dos efeitos positivos do uso de probiótico como suplementação.

A conclusão apresentada pelo autor é a de que a suplementação com bactérias do gênero Bifidobacterium tem efeitos benéficos sobre parâmetros indicativos de osteoporose. Porém, o entendimento de Fábio José é o de que novos estudos devem ser realizados para aumentar o nível de evidência e incentivar estudos clínicos randomizados em humanos; o que significa que grupos que participarem da pesquisa sejam escolhidos de forma aleatória. 

Egresso da Faculdade de Medicina de Presidente Prudente (Famepp/Unoeste), da turma de 2005 e a véspera do ano que completará 20 anos de formado, é especialista em Ortopedia e Traumatologia pela Universidade de Taubaté (Unitau), cidade onde exerceu a docência e cuja carreira tem continuidade na FAI. 

Fábio José é membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e integra o corpo clínico da Santa Casa de Osvaldo Cruz.

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