Da Redação
Em 10/04/2024 às 15:52
Pacientes com exames alterados serão agendados para início de tratamento na própria ESF Alvorada
(Foto: Istock)
Nesta semana, teve início um projeto-piloto de ‘Rastreamento DPOC 60+’ em parceria público-privada para identificar e buscar pacientes ainda não diagnosticados com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica. Com finalidade de evitar agravos da doença e internações desnecessárias, a ação foi implantada na Estratégia de Saúde da Família (ESF) do Parque Alvorada, zona leste de Presidente Prudente.
Enfermeiras e médicos da unidade solicitarão as espirometrias, que serão realizadas entre os dias 29 de abril e 3 de maio. Os exames serão realizados por dois técnicos em espirometria, com expectativa de serem atingidos 240 exames por semana.
Os pacientes com exames alterados serão agendados para início de tratamento na própria ESF Alvorada. "Esta iniciativa, ao focar na identificação e tratamento precoce da DPOC na população com mais de 60 anos, pode trazer benefícios substanciais à saúde pública do município, otimizando recursos e melhorando a eficácia do atendimento à saúde", diz Breno Erbella Casari, secretário municipal de Saúde.
"O projeto prevê resultados significativos nas taxas de mortalidade, nos dias de internação e nos custos hospitalares relacionados à DPOC", complementa.
Presidente Prudente é pioneira no Brasil nesse modelo de parceria público-privada. "De forma inédita, é o primeiro município a identificar e buscar pacientes ainda não diagnosticados com DPOC, evitando exacerbações da doença e internações desnecessárias", frisa.
Para a aplicação do projeto, o município conta também com a parceria do Programa Abraçar, que oferece suporte para a educação continuada e realização de espirometrias.
"O plano de trabalho é composto pela construção conjunta e implementação de um protocolo de fluxo de paciente que capacite os responsáveis técnicos das ESF, principalmente enfermeiros, a identificarem sinais e sintomas de DPOC em pacientes com 60 anos ou mais, pacientes que são responsáveis por 80% das internações", explica.
Segundo ele, com a capacitação, esses profissionais estarão aptos a solicitar espirometrias e, na presença de alterações, encaminharão os casos aos médicos de suas respectivas unidades de Saúde para tratamento conforme o Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de DPOC.
Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) foi a terceira principal causa de óbitos em todo o Estado de São Paulo no ano de 2023.
O que é?
DPOC é um conjunto de doenças respiratórias, como bronquite crônica e enfisema pulmonar, que bloqueiam as vias aéreas e dificultam a respiração.
A principal causa é o tabagismo, pois a fumaça e outras substâncias presentes no cigarro prejudicam o tecido das vias respiratórias, levando ao surgimento de sintomas, como falta de ar, tosse com muco e chiado ao respirar, por exemplo. O tratamento deve ser indicado pelo pneumologista e varia de acordo com a doença que causou a DPOC, sendo utilizados remédios, cirurgia ou fisioterapia.
Os principais sintomas de DPOC são:
Tosse constante
Catarro de cor clara, branca, amarela ou esverdeada
Respiração rápida e ofegante
Sensação de ruído ou chiado no peito ao respirar
Pigarro
Falta de ar durante esforços
Produção de muito catarro, principalmente pela manhã
Cansaço
Perda de peso
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