Segunda-feira 1 de maio de 2018 | Presidente Prudente/SP

Prudente pode atingir imunidade de rebanho contra dengue, diz médico

Da Redação

Em 11/09/2023 às 16:30

Em sua pior epidemia, Prudente registrou 24 mortes este ano

(Foto: Arquivo/Secom)

Em apenas oito meses, Presidente Prudente contabiliza 36.264 casos de dengue dentro de um cenário com 48 mil notificações. E o número mais preocupante de todos: 24 pessoas morreram por consequência da doença que é transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti. 

Após a maior epidemia vista na cidade, o médico infectologista Luiz Euribel Prestes Carneiro faz uma projeção otimista para os próximos anos ao vislumbrar uma possível imunidade de rebanho. 

“Acredito que a dengue nos próximos anos deixará de ter a importância que tem hoje, por dois motivos. O primeiro porque muita gente já foi infectada nos anos 2021 e 2022 e 2023, e o segundo são as novas vacinas que estão chegando, que são altamente efetivas. As novas vacinas são capazes de sanar os quatro sorotipos (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DEN-V 4)”, explica Euribel, que também é docente na Universidade do Oeste Paulista (Unoeste).

O médico pontua que embora ainda as vacinas sejam caras, existe uma tendência de diminuir o preço. “Em 2024 muita gente vai se vacinar, então se você somar as pessoas que já foram infectadas mais as que irão tomar a vacina você terá aquilo que chamamos de imunidade de rebanho, penso que acima de 50% da população”, frisa.

Contudo, ele reforça a importância de educar a população em relação à prevenção no combate ao mosquito transmissor.

“A gente tem falado o tempo todo no atendimento médico, no diagnóstico precoce, na realização do diagnostico por meio de exames e o poder público tem dado a sua resposta. O grande problema ainda permanece sendo a população. Nós não conseguimos atingir a população e não é só na questão da dengue, tem a questão da leishmaniose visceral também", pontua.

As pessoas precisam entender que educação é a melhor forma de prevenção, diz Euribel | Foto: João Paulo Barbosa/AI Unoeste

"São vetores diferentes mas o problema é o mesmo. A gente não consegue fazer com que as pessoas tenham consciência coletiva sobre a questão do lixo, dos depósitos irregulares, então o grande nó da dengue é a educação da população. As pessoas precisam entender que educação é a melhor forma de prevenção, e é preciso achar formas mais efetivas e eficazes de educar a população. Por isso encontros como esse são extremante importantes”, finaliza.

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