Segunda-feira 1 de maio de 2018 | Presidente Prudente/SP

Prudente soma nove casos de Mpox; saiba reconhecer sinais

Da Redação

Em 10/07/2025 às 23:02

Transmissão da mpox ocorre principalmente através do contato direto com pessoas infectadas

(Foto: Getty Images)

A mpox é uma doença viral zoonótica do gênero Orthopoxvirus (família Poxviridae), transmitida de animais vertebrados para humanos. Segundo a Vigilância Epidemiológica Municipal (VEM), Presidente Prudente registrou nove casos da doença no primeiro semestre de 2025.

A transmissão da mpox para humanos pode ocorrer por meio do contato com:

    Materiais contaminados com o vírus
    Pessoa infectada pelo mpox vírus
    Animais silvestres (roedores) infectados

O intervalo de tempo entre o primeiro contato com o vírus até o início dos sinais e sintomas da mpox (período de incubação) é tipicamente de 3 a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias. Em geral, os sintomas incluem:

    Erupções cutâneas ou lesões na pele
    Linfonodos inchados (ínguas)
    Febre
    Dor de cabeça
    Dores no corpo
    Calafrio
    Fraqueza

As erupções na pele costumam aparecer cerca de três dias após a febre. No entanto, em alguns casos, elas podem surgir antes da febre.

Essas lesões podem ser planas ou levemente elevadas, preenchidas com líquido claro ou amarelado, e podem formar crostas que secam e caem. A quantidade de erupções em uma pessoa pode variar de algumas a milhares e tendem a se concentrar no rosto, palma das mãos e planta dos pés, mas podem ocorrer em qualquer parte do corpo, inclusive na boca, olhos, órgãos genitais e ânus.

Caso apresente sinais compatíveis com mpox, procure a unidade de saúde mais próxima para avaliação. É importante informar durante o atendimento se você teve contato com alguém com suspeita ou confirmação da doença.

Diante da suspeita, é essencial realizar isolamento e evitar contato próximo com outras pessoas. Entre as medidas para proteger terceiros está a higienização regular das mãos.

Como acontece a transmissão

A transmissão da mpox ocorre principalmente através do contato direto com pessoas infectadas. As principais vias incluem:

Contato físico direto: Toque em erupções cutâneas, lesões, fluidos corporais (pus, sangue) e secreções de feridas.
Transmissão respiratória: Exposição próxima e prolongada a gotículas respiratórias.
Contato com saliva: Úlceras e lesões bucais tornam a saliva infectante, permitindo transmissão através de beijos ou compartilhamento de utensílios.

A infecção também pode ocorrer através do contato com objetos contaminados, como roupas de cama, toalhas, utensílios e pratos que estiveram em contato recente com pessoas infectadas. A transmissão por gotículas respiratórias exige contato próximo e prolongado, colocando em maior risco grupos específicos: profissionais de saúde, familiares e parceiros íntimos dos pacientes.

A transmissão pode ocorrer durante todo o curso da doença: desde os sintomas iniciais até que todas as lesões cicatrizem completamente e a pele se regenere.
 
Como prevenir 

A prevenção é a melhor forma de se proteger contra a mpox. Desta forma, a recomendação é evitar o contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da doença. Se o contato for necessário, como é o caso de profissionais da saúde, familiares próximos, parceiros, cuidadores etc., é essencial utilizar luvas, máscaras, avental e óculos de proteção.

Após o contato com a pessoa infectada, lave as mãos com água e sabão ou utilize álcool em gel. Para lavar roupas de cama, roupas, toalhas, lençóis, talheres e objetos pessoais da pessoa infectada, utilize água morna e detergente. É importante também desinfetar todas as superfícies contaminadas e descartar os resíduos contaminados de forma adequada.

Vale reforçar que pessoas com suspeita ou confirmação da doença devem cumprir isolamento imediato e não compartilhar objetos de uso pessoal, como roupas, lençóis, toalhas e talheres, até o término do período de transmissão.
 
Como a Mpox é diagnosticada

O diagnóstico de mpox pode ser realizado de duas formas:

Diagnóstico Laboratorial: confirmado através de testes moleculares ou sequenciamento genético, realizados em todos os casos suspeitos. A coleta de amostras segue protocolo específico:

    Lesões ativas: coleta da secreção das lesões
    Lesões secas: coleta das crostas formadas

As amostras são processadas nos laboratórios de referência nacionais.

Diagnóstico Diferencial: devido à similaridade clínica com outras patologias, deve-se considerar o diagnóstico diferencial com:

    Infecções virais: varicela zoster, herpes zoster, herpes simples, molusco contagioso
    Infecções bacterianas: infecções cutâneas bacterianas, sífilis primária/secundária, cancroide, infecção gonocócica disseminada
    Outras condições: linfogranuloma venéreo, granuloma inguinal, reações alérgicas e demais causas de erupções papulares ou vesiculares

Importante: Coinfecções com outros agentes são possíveis. Pacientes com erupção característica devem ser investigados para mpox mesmo quando outros testes sejam positivos.

O tratamento da mpox baseia-se em cuidados de suporte clínico, visando alívio sintomático, prevenção de complicações e redução de sequelas. A maioria dos pacientes apresenta quadro clínico leve a moderado. Atualmente, não existe medicamento específico aprovado para o tratamento da mpox.

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