Programa TEAtivo será custeado pelo município após 'saída' federal
Da Redação
Em 18/08/2023 às 20:36
Iniciado em 2017, o projeto prudentino conta com uma equipe de natação que está entre as três melhores do Estado
(Foto: Secom)
Em quatro meses, já foram emitidas 260 Carteiras de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea) em 38 municípios da região de Presidente Prudente. O documento visa facilitar a identificação da pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e seus responsáveis, assegurando mais rapidez no acesso a serviços públicos e privados de saúde, educação, assistência social e outros em todo o território paulista.
A iniciativa é da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência. "Nossa meta é que a informação da emissão gratuita dessa identidade específica para pessoas com TEA chegue ao conhecimento de todas as pessoas autistas e de seus familiares que vivem nos 645 municípios do Estado de São Paulo", afirma o secretário de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marcos da Costa.
"As pessoas autistas precisam saber que a nova gestão viabilizou o documento através de um plano estadual pensado exclusivamente para elas e que vamos trabalhar cada vez mais para a inclusão delas à sociedade", destaca.

Para obter o documento, é preciso acessar o portal Ciptea (ciptea.sp.gov.br) criado pela Prodesp – a empresa de Tecnologia do Governo de São Paulo –, preencher um cadastro e anexar os documentos solicitados, como foto de rosto e laudo médico. Quando aprovada, a carteirinha ficará disponível para download e impressão.
O transtorno do espectro autista (TEA) é um distúrbio do neurodesenvolvimento caracterizado por desenvolvimento atípico, manifestações comportamentais, déficits na comunicação e na interação social, padrões de comportamentos repetitivos e estereotipados, podendo apresentar um repertório restrito de interesses e atividades.
Sinais de alerta no neurodesenvolvimento da criança podem ser percebidos nos primeiros meses de vida, sendo o diagnóstico estabelecido por volta dos 2 a 3 anos de idade. A prevalência é maior no sexo masculino.
A identificação de atrasos no desenvolvimento, o diagnóstico oportuno de TEA e encaminhamento para intervenções comportamentais e apoio educacional na idade mais precoce possível, pode levar a melhores resultados a longo prazo, considerando a neuroplasticidade cerebral.
Nesta sexta-feira (18), foi lançada a etapa do Programa TEAtivo, que agora será custeado 100% pela Prefeitura de Presidente Prudente. A alteração ocorre em razão da descontinuidade do programa pelo Comitê Paralímpico Brasileiro, cujo projeto foi iniciado em 2022.
Desta forma, a Prefeitura dará continuidade ao programa através da Secretaria Municipal Assistência Social, com apoio das secretarias municipais de Saúde e de Esportes.
Iniciado em 2017, o projeto prudentino conta com uma equipe de natação que está entre as três melhores do Estado. O núcleo na cidade é referência em natação, parabadminton e paraesgrima.
As inscrições podem ser feitas na Coordenadoria da Pessoa com Deficiência, sendo que as entrevistas para novas turmas começaram no mês de julho.
De acordo com a coordenadora do projeto, Iara Anai Raimundo, após as inscrições, são feitas entrevistas com a família. "Sendo que, dentro do suporte de cada criança, são encaixadas as turmas. O projeto também conta com o apoio da Unesp e Unoeste, que disponibilizam alunos de educação física para auxílio como estágio obrigatório", fala.
Inscrições para o Programa TEAtivo são feitas na Coordenadoria da Pessoa com Deficiência, que fica na Praça da Juventude da Cohab, na Rua Adelino Rodrigues Gatto, 1225, Jardim Monte Alto; ou pelo telefone (18) 99193-3085.
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