Segunda-feira 1 de maio de 2018 | Presidente Prudente/SP

Saiba como o sedentarismo aumenta risco de doenças cardiovasculares

Especialista esclarece os impactos do sedentarismo na saúde do coração

Da Redação

Em 01/06/2026 às 19:54

Falta de atividade física está associada a diversos outros problemas de saúde, como obesidade, diabetes, alguns tipos de câncer, osteoporose, dores crônicas nas articulações, depressão e ansiedade

(Foto: Ilustração)

O sedentarismo é um dos principais problemas de saúde pública da atualidade, afetando cerca de 1,8 bilhão de pessoas no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a falta de atividade física pode contribuir para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, obesidade, diabetes e outras condições crônicas em aproximadamente 500 milhões de pessoas até 2030.

No Brasil, o cenário também preocupa. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que cerca de 47% da população é considerada sedentária. O país lidera o ranking na América Latina e figura entre as nações com os maiores índices de inatividade física do mundo. Entre os jovens, os números são ainda mais alarmantes, chegando a 84%.

Entre os diversos impactos causados pelo sedentarismo, os problemas cardiovasculares merecem atenção especial.

Segundo o médico cardiologista da Unimed Prudente, Dr. Carlos Eduardo Bosso, a inatividade física favorece o acúmulo de gordura nas artérias, contribui para o aumento da pressão arterial, piora os níveis de gordura no sangue e está associada à resistência à insulina, fator que também eleva o risco de diabetes tipo 2.

Foto: Cedida/AI

Como o sedentarismo aumenta o risco de infarto

Considerado um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, o sedentarismo compromete o metabolismo e a circulação sanguínea, aumentando a probabilidade de eventos graves, como o infarto.

Além disso, a falta de atividade física está associada a diversos outros problemas de saúde, como obesidade, diabetes, alguns tipos de câncer, osteoporose, dores crônicas nas articulações, depressão e ansiedade.

Como o sedentarismo afeta o coração?

Segundo o especialista, a inatividade física não representa apenas a ausência de exercícios, mas uma condição capaz de provocar alterações no funcionamento dos vasos sanguíneos e do próprio coração.

Quando o corpo está em movimento, o aumento do fluxo sanguíneo ajuda a manter os vasos mais saudáveis e flexíveis. Sem esse estímulo, eles tendem a se tornar mais rígidos, o que pode prejudicar a circulação e contribuir para o aumento da pressão arterial.

Além disso, por ser um músculo, o coração também perde eficiência quando não é estimulado regularmente, passando a trabalhar com maior esforço para desempenhar suas funções.

"O coração é um músculo e, como qualquer outro, precisa ser estimulado para manter seu bom funcionamento. Com o sedentarismo, ele perde eficiência e passa a trabalhar de forma menos econômica. Quando isso acontece, todo o organismo sente os impactos, já que a oferta de oxigênio e nutrientes para os tecidos também fica prejudicada", explica o Dr. Carlos Eduardo Bosso.

Benefícios da atividade física para a saúde do coração

Apesar dos riscos que o sedentarismo representa para a saúde cardiovascular, a prática regular de atividade física pode reverter grande parte desses impactos. Os benefícios começam a ser percebidos desde as primeiras sessões e se acumulam ao longo do tempo.

Nas primeiras semanas, já é possível observar melhora da capacidade física, redução da frequência cardíaca de repouso e maior eficiência do organismo. Com a continuidade dos exercícios, também costumam ocorrer melhorias nos níveis de colesterol e na oxigenação do corpo, reduzindo o cansaço durante as atividades diárias.

"A atividade física promove adaptações importantes no coração e na circulação. Quanto mais cedo a pessoa adota uma rotina ativa, maiores são os benefícios para a saúde cardiovascular e para a prevenção de doenças", destaca o médico.

A longo prazo, a prática regular de exercícios contribui para mudanças positivas na estrutura e no funcionamento do coração, reduzindo significativamente o risco de insuficiência cardíaca, infarto e outros eventos cardiovasculares.

A recomendação dos especialistas é incorporar a prática regular de exercícios à rotina, sempre respeitando as condições de saúde e os limites individuais. Em caso de dúvidas, a orientação médica é fundamental para a escolha da atividade mais adequada.  

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