Segunda-feira 1 de maio de 2018 | Presidente Prudente/SP

Unoeste adere à campanha e passa a coletar óleo usado em Prudente

Da Redação

Em 30/03/2024 às 09:48

Bombonas já estão aptas a receber garrafas pets com óleo de cozinha usado

(Foto: Ector Gervasoni/AI Unoeste)

Você sabia que um litro de óleo, desses que a gente usa para cozinhar, pode poluir até 20 mil litros de água e trazer sérias consequências para o meio ambiente? Pois é! É uma informação impactante que muitas pessoas desconhecem e por isso no dia a dia, por falta de informação, acabam descartando de forma errada o óleo de cozinha usado, despejando na pia da cozinha ou de outras maneiras ineficazes. 

É justamente para tentar reverter essa prática nada sustentável que Presidente Prudente iniciou uma campanha de educação ambiental que conscientiza sobre o descarte correto desse tipo de produto, no ano passado

Nesta semana, a Universidade do Oeste Paulista (Unoeste) firmou parceria com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semea) e passará a coletar óleo usado nos dois campis.

Os coletores gigantes em forma de garrafa são chamados de bombonas (tonel plástico) e estão aptos a receber garrafas pets com óleo de cozinha usado.

Na prática, vai funcionar assim: as bombonas ficarão em locais estratégicos, de grande circulação da comunidade acadêmica, para chamar a atenção e despertar a consciência em estudantes, professores e colaboradores em geral. 

No campus 1, o coletor ficará em local coberto em frente ao Bloco G, no calçadão da Rua José Bongiovani. Já no campus 2, estará no acesso ao Bloco B3, embaixo da rampa. 

Como vai funcionar?

Ao passo em que as garrafas pet de óleo usado começarem a chegar por meio das entregas voluntárias, toda a quantidade será recolhida pela Semea para ser encaminhada posteriormente à Cooperativa de Trabalhadores de Produtos Recicláveis de Presidente Prudente (Cooperlix).

“O que a gente orienta, pede que seja feito antes da entrega, é que esse óleo usado, depois de frio, seja colocado em garrafas pet. É importante fechá-las bem para serem depositadas nos coletores. Não é para chegar num dos coletores e despejar o óleo. Pedimos também que não venham em recipientes de vidro para não causar acidentes. E na medida do possível, orientamos ainda a quem for contribuir que filtre, coe esse óleo para que não venha com muitas impurezas porque isso também prejudica. E sob hipóteses alguma adicionar água. Conforme a demanda for acontecendo, a Semea recolherá e destinará para a Coperlix e esse óleo vai gerar renda porque todo material destinado à cooperativa é triado e vendido. Então, veja que terá duas finalidades: preservação do meio ambiente com a destinação correta e ainda contribuir na renda dos cooperados”, frisa o professor André Turin.

Importância da mobilização

O secretário municipal do Meio Ambiente, Bill Paschoaloto, lembra que essa ação já é realizada em cerca de 10 escolas municipais, e que além delas a Unoeste é uma das primeiras parceiras a aderi-la por já incentivar essa prática da consciência ambiental junto à sua comunidade acadêmica. 

“O descarte irregular do óleo de cozinha traz uma série de problemas, e não só para a questão dos encanamentos, mas para o meio ambiente no geral. Como temos visto que a campanha tem dado muito certo, esse ano começamos a expandir para locais que poderiam nos ajudar. Esse é um local onde temos formadores de opinião, desde os alunos até os professores, toda a parte administrativa", diz, acrescentando que até o meio do ano o número de pontos de arrecadação chegue a 50.

“Às vezes a gente pensa que aquele pouquinho de óleo que vou colocar ali na pia da minha cozinha não vai trazer problema algum. Mas aquilo vai acabar desaguando, caindo em um lençol freático, podendo contaminar um rio. Se um litro de óleo pode contaminar até cerca de 20 mil litros de água, imagina você descartando óleo errado toda semana, o risco que causará para a questão da fauna e da flora. Temos que fazer algo porque já estamos enfrentando muitos problemas com a questão da água potável. Muitos pensam que vai demorar para acabar, mas esse vai demorar já está chegando. Temos que fazer nossa parte na preservação do meio ambiente”, pontua.

Turin revela que dentro da universidade existe um outro projeto de extensão que utiliza o óleo para a fabricação de sabão. É o projeto Sabão de Garrafa, que mobiliza estudantes dos cursos de Química e Engenharia Química. 

“Nesse projeto, os alunos fazem uma oficina ensinando a comunidade a transformar o óleo de cozinha usado em sabão, através da garrafa pet. Outros projetos também internamente são executados, onde o óleo gerado nas aulas práticas dentro da instituição é encaminhado para a produção de sabão em pedra. Nossa expectativa é fomentar, estimular que as pessoas contribuam trazendo óleo para a destinação adequada e, dessa forma, mitigar os problemas ambientais com a poluição gerada por meio do óleo”, finaliza.

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