Da Redação
Em 03/10/2025 às 10:01
SAMU não visa substituir os serviços de ambulância já existentes nos municípios
(Foto: Arquivo/MS)
Mais um passo foi dado visando a possível implantação do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) na região de Presidente Prudente. Duas cidades mostram interesse em sediar a Central de Regulação de Urgências (CRU).
A CRU recebe os chamados e direciona os atendimentos; Presidente Venceslau e Teodoro Sampaio se candidataram. O projeto prevê a divisão das 20 bases descentralizadas em cinco regiões, com o objetivo de instalar sete Unidades de Suporte Avançado (USA) e 20 Unidades de Suporte Básico (USB).
“Meu município está a mais de 100 quilômetros de Prudente, que é a referência para esse tipo de atendimento. Ter o SAMU acelera o tempo de resposta e faz com que o paciente tenha mais chance de sobreviver. É preocupante o fato de só a nossa região não contar com isso no Estado de São Paulo”, diz o prefeito de Teodoro Sampaio, Juninho Poceiro.
O projeto abrange 45 municípios do Departamento Regional de Saúde (DRS) XI, além de Bastos e Flórida Paulista (DRS X), totalizando o atendimento a mais de 800 mil pessoas.
Os municípios têm agora até o dia 10 de outubro para analisar os custos e formalizar o interesse ou a desistência de participação no projeto. Enquanto isso, o grupo condutor fará o desenho final do projeto para dar sequência nos trabalhos.
O que muda?
O SAMU é uma Central de Regulação que tem por objetivo encaminhar o tipo de ambulância correto para cada ocorrência e, assim, já iniciar o atendimento ao paciente no local para, posteriormente, encaminhá-lo à unidade de saúde que tem melhor capacidade de atendê-lo.
Dessa forma, o SAMU não visa substituir os serviços de ambulância já existentes nos municípios, que continuam atendendo dentro da sua rotina. "Pelo contrário, é um serviço que vem para complementar a saúde da região e reforçar a qualidade no atendimento. É importante ressaltar que o SAMU vem para somar, não para substituir serviços já existentes, são mais ambulâncias chegando à região para melhorar as chances de sobrevivência dos pacientes e diminuir os riscos de sequelas.”, afirma Cláudio Monteiro.
Como funciona?
O Serviço de Atendimento Médico de Urgências possui uma Central de Regulação de Urgência (CRU) que recebe todos os chamados e direciona qual tipo de veículo deve se deslocar para a ocorrência. Existem dois tipos de ambulância: a Unidade de Suporte Básico (USB), com condutor socorrista e técnico de enfermagem, e a Unidade de Suporte Avançado (USA), que conta com condutor socorrista, médico e enfermeiro. Ambas as unidades iniciam os protocolos de atendimento no local.
Após a avaliação, a CRU informa o destino mais adequado para o paciente, considerando a localização e a capacidade da unidade de saúde para atender a ocorrência. Esse processo evita deslocamentos desnecessários e diminui as filas e a lotação nos hospitais.
O SAMU também conta com um Núcleo de Educação Permanente (NEP), responsável por treinamentos e capacitações contínuas das equipes.
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