Da Redação
Em 19/05/2023 às 19:07
Manejo adequado em ambientes restritivos é apontado como caminho de melhoria da produtividade agrícola e tecnológica
(Foto: Homéro Ferreira/AI Unoeste)
Projeto de longo prazo para mudar a realidade da produção de cana-de-açúcar em ambientes restritivos, em solos arenosos do Oeste Paulista, teve nesta sexta-feira (19) o 1º workshop que debate o manejo como caminho para melhoria da produtividade agrícola e tecnológica.
À frente do projeto, o engenheiro agrônomo e professor pesquisador Dr. Alexandrius de Moraes Barbosa, diz que nos últimos anos a cultura da cana-de-açúcar se expandiu para regiões de solos arenosos, classificados como ambientes restritivos devido ao baixo potencial produtivo que se dá, principalmente, em função da baixa fertilidade do solo.
"Porém, com manejo adequado, é possível promover ganhos consideráveis na produtividade de colmos e de açúcar", fala O evento é realizado pela Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), envolvendo importantes parceiros, representantes do setor sucroalcooleiro e comunidade acadêmica..
Agrometeorologia e climatologia
Ao proferir a primeira palestra, no auditório Azaleia – no campus II da Unoeste, o Dr. Alexandrius citou que nos últimos dez anos tem atuado na área de ecofisiologia vegetal (fotossíntese vegetal e relações hídricas), ambientes de produção e agrometeorologia, com enfoque na cultura da cana-de-açúcar.
O tema foi “Agrometeorologia e climatologia da cana-de-açúcar no Oeste Paulista”, na qual discorreu sobre yield gap (lacuna de rendimento) nas produtividades potencial, atingível e agrícola.
Dia de campo
O engenheiro agrônomo Lucas Vinicius Feitosa da Silva, da Ubyfol, abordou o tema “Estratégias de manejo nutricional via foliar em cana-de-açúcar para ambientes restritivos”. Ainda de manhã, teve dia de campo com estações técnicas sobre genótipos do CTC e do IAC para ambientes restritivos; e apresentação por representantes do Ubyfol dos benefícios do manejo nutricional via foliar em cana-de-açúcar. O dia de campo ocorreu em área experimental no campus II da Unoeste, em Presidente Prudente.
Os participantes foram divididos em três grupos e cada um passou, alternadamente, pelas três estações instaladas junto o plantio de cana-de-açúcar, nas quais receberam informações e orientações. O workshop foi fechado à tarde.
O presidente da Associação de Técnicos Açucareiros de Guatemala (Atagua), Dr. Gerardo Espinoza Veliz, proferiu palestra on-line com o tema “Similaridades e diferenças climáticas na produção de cana-de-açúcar do Brasil com a América Central”.
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