Segunda-feira 1 de maio de 2018 | Presidente Prudente/SP

Empresa utilizará material reaproveitado em construção de planta industrial

Da Redação

Em 02/09/2021 às 13:54

Serão empregadas areia e brita produzidas por suas plantas para a expansão do empreendimento

(Foto: Cedida/AI)

Como forma de atestar que é possível e viável a utilização de material reaproveitado de restos de construção civil, a Transforma Energia utilizará os produtos processados em sua Planta de Resíduos de Construção Civil (RCC) para erguer a estrutura que abrigará sua nova planta: a de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU).

A novidade foi revelada durante o 1º Fórum de Engenharia e Desenvolvimento Regional, realizado pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP), Instituto Transforma e Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Presidente Prudente.

Para servir como exemplo da utilização de resíduos transformados em novos materiais, serão empregadas areia e brita produzidas por suas plantas para a expansão do seu Centro de Valorização de Resíduos, sediado em Caiabu.

"Estamos programando que, dentro desse material que estamos processando - brita e areia -, ele seja utilizado parar erguer a planta de resíduos sólidos urbanos, que terá 10 mil metros quadrados e pé direito de 10 metros de altura. Para que a gente prove que é possível reutilizar esse material dentro da construção civil, vamos empregar dentro da nossa planta", garante o diretor-presidente da Transforma Energia, Felipe Barroso.

Com mais de 600 participantes - entre gestores públicos e privados e representantes de diversos segmentos -, o evento no Centro Cultural Matarazzo, em Prudente, teve como objetivo discutir os desafios da gestão de resíduos sólidos, buscando soluções para um futuro mais sustentável para a sociedade.

"A Transforma Energia já produziu mais de 1 mil toneladas de produtos, como areia, brita e insumos energéticos, ao reaproveitar vários tipos de resíduos. Isso passou de ser um sonho e tornou-se realidade. Resíduos que poderiam estar jogados em beira de rios e demais locais inadequados, deteriorando o nosso meio ambiente", frisa.

Atualmente, duas plantas industriais estão em operação comercial. "Tínhamos a meta de reaproveitar 80% desses resíduos processados nas plantas de Grandes Volumes [podas de árvores, sofás, entre outros] e a de Resíduos de Construção Civil. Contudo, atingimos o patamar de 100% de reaproveitamento, ou seja, absolutamente tudo que chegou nas plantas até então teve nova utilização", pontua.

Barroso explica que o conceito empregado na implantação da planta de resíduos sólidos urbanos será "diferenciado", com menor geração possível de gases e chorume. "O objetivo da planta de Resíduos Sólidos Urbanos é inovar, com reaproveitamento inicial de 74% de todo o material. Já o rejeito que vai ser destinado ao aterro sanitário, além de ser um volume muito pequeno do total que entra na planta, vai estar livre de matéria orgânica, pois ela será empregada como insumo energético", disse.

"É um aterro diferenciado, que vai gerar 10 vezes menos gases de efeito estufa do que um aterro convencional, bem como a geração de chorume nessa mesma proporção", promete.

Em processo de licenciamento, a planta deve entrar em operação no próximo ano. "É uma planta que, talvez, seja com maior longevidade de uso. Ela terá aterro com capacidade de utilização por 99 anos", finaliza.

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