Da Redação
Em 02/02/2023 às 12:28
Pista Leste (sentido capital) tem a faixa esquerda liberada, enquanto a faixa da direita está interditada
(Foto: Cedida/PMR)
Há quatro dias, motoristas que dependem da Rodovia Raposo Tavares (SP-270) precisam ter paciência e atenção redobrada no trecho do Km 629, em Presidente Venceslau. Uma das pistas atingida pela lama segue interditada.
Segundo a Polícia Militar Rodoviária (PMR), o tânsito no local ocorre normalmente com as duas faixas liberadas pela pista Oeste.
Já a pista Leste (sentido capital) tem a faixa esquerda liberada, enquanto a faixa da direita está interditada, com pouco de sujeira, necessitando ainda de limpeza.
O divisor de fluxos 'New Jersey 'nos pontos do desvio encontram-se bloqueados por cones.
Plano emergencial
Nesta quinta-feira (2), a concessionária Cart iniciou um plano emergencial para estabilizar as constantes ocorrências de carreamento de sedimentos provenientes de propriedades lindeiras.
Após a conclusão da limpeza dos resíduos por lavagem das faixas, a concessionária irá revitalizar a sinalização vertical e horizontal do trecho. “A partir do novo plano operacional, liberamos o fluxo rodoviário nos dois sentidos. Os veículos circulam pela faixa da esquerda no sentido Leste [interior-capital] e da direita pela Oeste [capital-interior]. Este estreitamento é necessário para a continuidade do plano emergencial de contenção, por isso, orientamos o motorista a seguir a sinalização local e reduzir a velocidade no deslocamento entre os quilômetros 630+200 e 629+720”, afirma Luis Santos, gerente de Operações.
Foram instalados 18 metros de barreiras de concreto do tipo new jersey às margens da pista Leste (Venceslau-Santo Anastácio), do lado das propriedades de onde ocorre a concentração de sedimentos com as águas das chuvas.
Cinco carretas descarregaram 140 metros cúbicos de rachão (pedras) que irão reforçar a contenção do barro que vem a montante (de cima) até a jusante (abaixo). “Este componente, barreira rígida, funciona para amortecer e conter parte dos detritos antes de chegarem na rodovia. O sistema cumpre a função de reduzir a força das águas e segurar uma parcela do solo que ficará retido na primeira barreira. Já o sistema feito de rachões vai funcionar como base de sustentação do aterro da pista. Seu objetivo é manter a estabilidade da plataforma da rodovia, mesmo com as chuvas, por ser um material drenante”, afirma Rafael Colchon, coordenador de Engenharia.
“Com este alto índice pluviométrico, o ponto da ocorrência, recebe águas e sedimentos das áreas localizadas a montante. Reforçamos que, além das medidas em curso para mitigar a situação, a manutenção das curvas de nível, a preservação de mata ciliar nas margens do curso da água e a manutenção constante dos barramentos nas propriedades, evitariam o carreamento de solo para as pistas”, reforça Colchon.
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