Segunda-feira 1 de maio de 2018 | Presidente Prudente/SP

"O amigo de sempre": políticos se despedem de Hélio Cortez

Rogério Mative

Em 11/07/2011 às 13:03

(Foto: Rogério Mative)

Durante o velório do ex-presidente da Câmara Municipal de Presidente Prudente, José Hélio Cortez, políticos que presenciaram o trabalho do ex-companheiro de tribuna foram unânimes em definir seu perfil: "O amigo de sempre".

Hélio Cortez faleceu na noite de domingo (10), após permanecer internado na Santa Casa de Misericórdia por mais de três meses lutando contra um câncer descoberto no ano passado. O corpo está sendo velado na Câmara Municipal e será enterrado às 16h30, no Cemitério Municipal São João Batista.

O vereador Izaque Silva (PSDB) esteve com Hélio Cortez em três legislaturas e diz que será uma lacuna difícil de ser preenchida. "O slogan dele era a realidade, sempre foi o amigo de sempre. Militou na cultura, esporte e no social. Como presidente da Câmara, foi um homem de coragem, transformador. O Hélio deu um novo impulso na administração da Casa, descentralizando gabinetes, criando a verba de auxilio e assessoria legislativa. Além de nunca ter deixado suas raízes", fala Izaque.

Para o radialista Sérgio Jorge Alves, além de amigo político, Hélio foi um "irmão" para ele. "O Hélio era um amigo que eu tinha não apenas politicamente, mas também como se fosse um irmão. Era um lutador que eu conheci antes da vida política. Fomos vereadores juntos em dois mandatos, de 1993 a 96 e de 97 a 2000. Ele sempre esteve fazendo o possível e o impossível pelo samba, pelo esporte e pela política. Isso justifica sem a menor sombra de dúvidas seu slogan, ser o amigo de sempre, como ele usava. Vai deixar saudades", lamenta.

Sérgio Roberto Mele esteve junto com Hélio Cortez por 14 anos na Câmara Municipal. "Perdemos um amigo e um bom político. O Hélio sempre ajudava o próximo. Chegamos a trabalhar juntos no mesmo partido [PTB], no governo do Paulo Constantino", relata.

O ex-vereador e presidente da Câmara, Arlindo Munuera, também marcou presença na cerimônia e define o ex-parlamentar como um homem "centrado". "Ele deixa um legado que será eternizado. Tive a oportunidade de conhecê-lo como pai, homem de negócios e parlamentar. Nos momentos de turbulência na Câmara ele sempre tinha uma posição centrada, buscando dialogar com todos. Nunca o vi como de esquerda, sempre esteve apoiando o Executivo", pontua.

Outro amigo político, Jorge Galli, acompanha as palavras de Munuera. "O Hélio era de muito diálogo. Amigo e parceiro, aprendemos muito com ele. Era um homem de atitude quando tinha algo polêmico para resolver. Em 1989 eu ajudei o Hélio em dois dias e duas noites, não dormi, para colocar sua escola de samba para desfilar, e ela foi campeã", lembra.

O deputado estadual Ed Thomas (PSB) intitula o amigo como um professor para os mais novos na Casa de Leis. "Sempre foi um vereador ligado em todos os problemas. Foi professor para muitos que passaram por aqui. O Hélio sempre atendia o povo, não deixava ninguém sem atenção. Cheio de qualidades e bom amigo, um cara trabalhador", lembra Ed Thomas, que legislou com Hélio Cortez em seu último mandato.

O representante do Partido dos Trabalhadores (PT), José Caetano da Silva, também acompanhou de perto o trabalho do ex-vereador. "Realmente, uma perda. Vereador ao seu estilo, muito trabalhador. Pessoa de um coração sem tamanho, humilde, alegre. Pessoa que não guardava mágoas. Estou pasmo e triste".
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