Segunda-feira 1 de maio de 2018 | Presidente Prudente/SP

Abaixo-assinado tem 6 mil contra aumento de vereadores

Rogério Mative

Em 12/07/2011 às 16:36

Professora Maria José em busca de assinaturas para o abaixo-assinado

(Foto: Rogério Mative)

Persistente: assim é a professora de Língua Portuguesa Maria José da Silva Cunha diante da sua meta de colher 15 mil assinaturas contra o aumento da quantidade de vereadores na Câmara prudentina e também a majoração dos salários dos parlamentares, que pode chegar a 108% de aumento, passando dos atuais R$ 4,8 mil para R$ 10 mil.

Desde as 8h desta terça-feira (12), a professora montou sua base com mesa e cartazes no Calçadão central da cidade, buscando a adesão da população que passa pelo local.

"Cheguei bem cedinho e vou ficar até a hora do almoço. Mas farei esse trabalho mais vezes no Calçadão, porque aqui passa gente de todos os lugares da cidade, um lugar ideal para fazer essa divulgação", diz a professora, entusiasmada. Aliás, a empolgação é justificada: em cinco ações realizadas em feiras-livres e igrejas, até o momento, já foram recolhidas mais de 6 mil assinaturas, segundo ela.

Porém, o objetivo da professora é bem maior. "Apenas no sábado, durante a feira-livre, colhemos 330 assinaturas. Consegui a adesão da paróquia do Parque Cedral, onde o padre fará a distribuição dos informativos e deve colher mais assinaturas. Vou buscar a ajuda do padre da igreja São Francisco de Assis. O pessoal dos sindicatos também está ajudando. Já temos mais de 6 mil assinaturas. Mas nosso objetivo é conseguir 15 mil, já que temos cerca de 150 mil eleitores. Acredito que seria mais impactante e o movimento teria ainda mais força. Precisamos causar esse impacto para os vereadores respeitarem a opinião do eleitor", garante.

E para quem possa pensar que o abaixo-assinado é plataforma eleitoral, Maria José nega a possibilidade e afirma que não pretende se filiar a partido político. "Não tenho pretensões políticas, não sou filiada a nenhum partido e não farei isso. Não tenho nada a ver com política. É uma indignação pessoal, eu precisava fazer alguma coisa", revela.

Passeata

Nos próximos dias, a professora articulará com o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) e o Sindicato dos Servidores Municipais de Prudente (Sintrapp), que já confirmaram apoio ao movimento, para a realização de uma passeata que terminará em frente à Câmara Municipal, no dia 1º de agosto, data da primeira sessão ordinária após o recesso parlamentar.

"Os sindicatos se colocaram ao nosso lado porque também estão contra o aumento. Vamos nos mobilizar para realizar uma passeata no dia 1º, para gerar mais impacto e os vereadores perceberem o descontentamento da população", promete.

Um outdoor sobre o movimento foi viabilizado e exposto em frente ao Hospital Regional (HR). "Posso assinar duas vezes? é o que a maioria pergunta. Isso mostra a indignação do povo com o descaso dos vereadores", reforça Maria José.

Adesão

Convencido pela professora a participar da ação, o motorista Joel de Oliveira Miranda, 60 anos, sugere a redução das atuais 13 cadeiras. "Apoio totalmente o que ela está fazendo. Ninguém faz nada pela população. Meia dúzia de vereadores já estava de bom tamanho", diz.

Para a enfermeira Ângela Cuice, 54 anos, a Câmara precisa sofrer uma renovação. "Acho que vereador já ganha demais para não fazer nada. Não são todos, é verdade. Mas dos vereadores que estão, 50% merece sair", acredita.

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