Thiago FErri
Em 18/03/2011 às 08:20
O
Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) rejeitou as contas da Câmara
Municipal de Rosana referentes ao exercício de 2008. Dentre várias outras
irregularidades, o órgão colegiado apontou aumento irregular dos salários dos
vereadores durante a legislatura, quando a Constituição Federal determina que o
reajuste de subsídios pode ser feito somente para a próxima legislatura.
A
vereadora que presidia a Câmara à época, Maria Celes Pinto (PSDB), já recorreu
da decisão.
O
acórdão do TCE estabelece que a auditoria encontrou irregularidades referentes
ao pagamento de subsídios aos vereadores, que em 2007 foi majorado de R$ 2.862,00
para R$ 3.600,00, o que teria causado prejuízo de pouco mais R$ 76,6 mil aos
cofres públicos.
Também
é apontada falta de controle com os gastos de ligações telefônicas, inclusive com
“ligações com inobservância do interesse público” e “falta de transparência nas
despesas com o sistema pré-pago e com telefonia celular”, que tem prejuízo ao
erário apontado em R$ 80.596,84.
Outro
ponto frisado é o consumo excessivo de combustível que, segundo a auditoria,
representou a aquisição, somente em 2008, de 15.109,17 litros de gasolina e 1.184
litros de álcool, no valor de R$ 38.734,631.
Ainda
é citada despesa irregular de R$ 7,8 mil com contratação de advogada para
trabalho inserido na atividade do Legislativo, que dispunha na época de dois procuradores jurídicos e um advogado.
A
despesa anual de R$ 27.820,00 com publicidade também é apontada como em
desacordo a Constituição, assim como gastos com vale-alimentação sem
autorização legislativa, sem autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias
(LDO) e sem comprovação do cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Além
disso, dentre outras, também são apontadas irregularidades em licitações; contratos
e contratações; cargos em comissão “com quantidade excessiva para o porte da
Câmara; no pagamento de anuênios e férias; e na criação e pagamento de gratificações.
A decisão
do TCE determina que o autos sejam remetidos ao Setor de Cálculos da Assessoria
Técnica para apuração do montante atualizado devido aos cofres públicos da cidade
e, em seguida, o atual presidente da Câmara de Rosana será notificado para adotar
as providências necessárias para integral ressarcimento do erário.
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