Em sessão solene realizada nessa quarta-feira (23), a Câmara Municipal de Presidente Prudente entregou o título de “Cidadão Prudentino” a Nilson Varela Mascarenhas, fundador da Polícia Mirim, que posteriormente se tornou Guarda Mirim e hoje é a Fundação Mirim. A outorga de autoria do vereador Cidinho Lourenção (PSB) ocorreu na sede da instituição que já encaminhou ao mercado de trabalho mais de 28 mil crianças e adolescentes em seus 51 anos de atividade.
O vereador autor da homenagem ressaltou o histórico do homenageado, que chegou a Presidente Prudente aos 19 anos de idade, em 1949. “O senhor Nilson Mascarenhas desde cedo tinha uma preocupação com o menor. Ele começou seu trabalho junto à comunidade aplicando palestras sobre segurança nos trânsito nas escolas da cidade”, apontou.
Na sequência, o parlamentar citou a criação do Grupo de Escoteiros Caiuás, anterior à Polícia Mirim. “Esse desafio foi vencido juntamente com o professor Jurandir Pacini. Depois ele aproveitou os ideais, dos objetivos dos ensinamentos e a experiência prévia no escotismo, e os complementou com conhecimentos necessários no preparo dos menores para o mercado de trabalho”, destacou Cidinho Lourenção.
A primeira turma da então Polícia Mirim foi formada por 21 mirins e apresentada à população no dia 21 de abril de 1961. Destes, muitos participaram da solenidade dessa quarta-feira.
O homenageado, ao fazer o uso da palavra, falou sobre a família, amigos e, principalmente, a importância de receber “um diploma tão importante”. “Quando recebi a notícia de que seria Cidadão Prudentino, relutei em acreditar que seria merecedor de tão honrosa homenagem. Minhas filhas me convenceram. Esse título não é meu. É de vocês, ex-policiais mirins que me ajudaram a plantar a primeira semente. Esse título é das pessoas que mantiveram a instituição viva por mais de 50 anos. É de todos os mirins que se formaram hoje pela manhã e, ainda, daqueles que virão”, considerou Nilson Mascarenhas.
Emocionado, o ex-guarda civil lembrou o motivo de ter começado a aplicar palestras no antigo “Grupão”, o primeiro Grupo Escolar de Presidente Prudente, que posteriormente se tornou a Escola Estadual Profº Adolpho Arruda Melo. “Eu vi a filha de um amigo, atropelada na minha frente, sem vida e eu sem poder fazer nada. Aquilo me chocou”, mencionou.