Segunda-feira 1 de maio de 2018 | Presidente Prudente/SP

Data comemorativa conscientiza sobre Síndrome Alcoólica Fetal

Da Redação

Em 24/04/2014 às 12:52

Projeto de lei aprovado nesta semana, na Câmara Municipal de Presidente Prudente, institui o "Dia de Prevenção e Conscientização da Síndrome Alcoólica Fetal" na cidade. A proposta, que é de autoria do vereador Enio Perrone (PSD), será comemorada anualmente no dia 9 de setembro.

De acordo com o texto, o Executivo, por meio da Secretaria de Saúde, poderá obter apoio de entidades públicas e privadas para desenvolver ações de mobilização, além de promover palestras e divulgar essa data para a conscientização e prevenção da população quanto às consequências da Síndrome Alcoólica Fetal (SAF).

Perrone destaca que atualmente são debatidos os problemas de drogas ilícitas, como a maconha e o crack, mas são "esquecidas" as lícitas, como o álcool. "Dados estatísticos mostram que o consumo de álcool aumenta a cada ano. O Brasil já é o terceiro produtor mundial de cerveja, com mais de 13 bilhões de litros ao ano e é um razoável produtor de vinhos e cachaças. Em face disto, já estamos catalogados entre os maiores consumidores de bebidas alcoólicas do mundo", ressalta.

Conforme o parlamentar, o consumo de álcool cresceu 32% na população brasileira nos últimos seis anos, "especialmente entre mulheres jovens". "De algum tempo para cá, vem sendo estudado uma enfermidade chamada Síndrome Alcoólica Fetal. Trata-se de uma doença causada pelo consumo de álcool pelas mulheres grávidas", alerta o vereador, que também é médico.

"O consumo de álcool durante a gravidez pode danificar o cérebro, o coração e os rins, além de outros órgãos do bebê – apresentam alterações na face (dismorfias faciais). As crianças atingidas pelo álcool na vida intrauterina podem ter problemas que somente vão aparecer mais tardiamente na vida, salientando-se entre outros, dificuldades na aprendizagem e alterações no comportamento, que foram denominados em seu conjunto espectro de distúrbios fetais relacionados ao álcool (FASD na sigla em inglês) que passou também a incluir a SAF. É preciso enfatizar que até o momento, porém, não se conhecem níveis seguros de consumo de álcool durante a gravidez que garantam o nascimento de uma criança isenta dos efeitos maléficos do álcool", reforça Enio Perrone.

Outro ponto abordado pelo vereador em sua justificativa foi sobre a associação do consumo de álcool a "más condições socioeconômicas, nível educacional baixo, multiparidade e idade acima dos 25 anos".

"Além disso, a maioria das mulheres não sabe que está grávida até o segundo mês de gestação e pesquisas mostram que o bebê pode ser prejudicado pelo álcool durante qualquer estágio da gravidez, incluindo o primeiro e segundo mês. Portanto, mulheres que consomem álcool e têm vida sexual ativa, e não estão utilizando métodos anticoncepcionais, podem expor o bebê ao álcool antes mesmo de saberem que estão grávidas", lembra.

A Síndrome Alcoólica Fetal não tem cura, "mas pode ser evitada". "Não há tratamento curativo. O tratamento é meramente de suporte, baseado em intervenções que envolvem as autoridades de saúde, as escolas as famílias e a sociedade como um todo", pondera.

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