O presidente municipal do Partido Democrático Trabalhista (PDT), Paulo Alexandre Lopes, negou que houve pressão dos partidos para que os vereadores votassem a favor do projeto de resolução que alterou de 13 para 19 cadeiras no Legislativo prudentino. Segundo ele, em setembro, os parlamentares pediram apoio para "chancelar a posição" pela mudança.
Lopes adianta que o PDT manterá a posição pelo aumento no número de cadeiras. Segundo ele, a sigla não intervirá no trabalho de cooptação do vereador Nico Rena - do mesmo partido - para aprovação do projeto de revogação do aumento, protocolado na última semana. "Na verdade, o próprio vereador quando nos procurou no começo do ano para informar essa situação deixou bem claro que é uma posição pessoal. O partido em nenhum momento vai interferir nessa posição. É uma questão pessoal. Vou respeitar. Mas a decisão do diretório continua pela volta de 19 cadeiras", afirma.
"Hoje existe uma situação na Câmara de Prudente que, inclusive, nos preocupa como diretório do Partido. O vereador Nico Rena tinha uma posição pedindo a volta das 19 cadeiras e, agora, quando começou a fazer campanha eleitoral, visitar as bases dele, percebeu que isso teve uma repercussão muito grande. Ele acabou mudando de ideia no meio desse percurso. O diretório municipal do PDT em momento nenhum voltou atrás em sua posição. O PDT é a favor de 19 cadeiras. Acreditamos que Prudente tem tamanho para isso, é um centro regional. A gente só cresce com isso. Quem vai dar o nível da qualidade é realmente a população", reforça.
Ouvidos pelo Portal, Nico Rena e Douglas Kato (PV) revelaram que tiveram que votar a favor do aumento após acordo entre partidos, contrários à posição estabelecida. Porém, Lopes nega que tenha acontecido pressão para que os vereadores acompanhassem as siglas.
"Na verdade existe uma especulação que naquela época houve uma pressão dos partidos. Na verdade não foi isso que aconteceu. Os próprios vereadores procuraram os partidos e pediram apoio para chancelar essa posição deles. Nós, como diretores e presidentes de partidos, fizemos nossa parte, apoiando aquilo que realmente acreditamos. A maioria das agremiações, excluindo o PSDB, acredita que cabem 19 cadeiras para Presidente Prudente", rebate.
Mudanças no cenário
O representante do PDT acredita que, caso seja aprovado o projeto de revogação, o cenário político sofrerá mudanças para as eleições deste ano. "Muda totalmente a situação política no município. O número de candidatos diminui bastante. Partidos que poderiam lançar de 40 a 50 candidatos lançarão 20. Acredito que muitas pessoas que teriam condição de representar a população não vão ser eleitos porque Prudente retroage mantendo 13 cadeiras. Eu não tenho clareza de qual é a posição do eleitor. Não sei se realmente a população de Prudente se posicionou sobre isso", diz.
Para ele, a revogação deve ser aprovada. "Conversamos com alguns partidos que são de acordo com o número de 19 cadeiras. Mas os vereadores agora em ano eleitoral... Acho difícil que eles reafirmem essa posição [aumento para 19]", conclui.
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