Da Redação
Em 28/12/2012 às 18:56
(Foto: Cedida/AI Câmara)
No dia 1º de janeiro, próxima terça-feira, além de serem empossados vereadores, prefeito e vice, será realizada a eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Presidente Prudente. Na ocasião, serão determinados presidente, vice-presidente, primeiro e segundo secretários para o biênio 2013/2014.
Ao Portal, o prefeito Milton Carlos de Mello (Tupã, do PTB), afirmou que “gostaria” que a presidência da Casa de Leis prudentina fosse ocupada por um de seus correligionários, que representam a maior bancada partidária no Legislativo, com quatro eleitos.
Já o vice-prefeito Marcos Vinha (PT), destacou que, “independente [do partido] de quem for presidente”, o importante é o “diálogo” entre os Poderes Legislativo e Executivo.
Vale lembrar que, apesar de ser voto vencido na maioria das discussões de projetos de lei, ou seja, seu voto não é válido, a presidência tem o papel de “voto de minerva” quando há o empate. Além disso, a cadeira representa o Legislativo local e, em tese, é a voz da Câmara em questões polêmicas, principalmente junto à imprensa, e ainda delibera sobre assuntos de urgência e outros trâmites.
Apesar de ser favorável ao presidente ser do PTB, Tupã destacou que “todos têm o direito” de serem candidatos para a principal cadeira da Casa. “Mas, não vamos fazer demagogia. Claro que não é qualquer um que ganha”, ponderou.
“Pelo princípio, como existem muitos partidos envolvidos, nós temos uma Câmara partidariamente diversificada, eu gostaria que partisse da maior bancada, que é do PTB. O PTB fez a maior bancada com quatro vereadores. Assim, utilizando o mesmo critério que é usado na Assembleia Legislativa, na Câmara dos Deputados”, citou.
São vereadores do PTB e aptos a concorrer à cadeira: Alba Lucena (atual presidente), Elza do Gás, Ivan Junior e Dr. Valmir.
Caso o próximo presidente não seja seu correligionário, Tupã lembrou o início da 15ª Legislatura e disse que todos devem ter “espaço para trabalhar”. “Eu lembro que há quatro anos, quando começamos o mandato, tínhamos feito cinco vereadores da coligação e, a oposição, oito. Terminamos esse mandato com os 13 vereadores, não como o prefeito queria, mas votando de uma maneira que o município fosse beneficiado”, mencionou.
“Brigas, discussões de um [vereador] não aceitar a posição do outro, ela tem que ir até quando não atinge a população. Tenho certeza que teremos uma relação de muito respeito, até porque foram eleitos pela população. Eu tive a participação em meu voto, que tem o mesmo peso de qualquer cidadão. Se eles estão lá é porque a população quis. Então eu tenho que respeitar. Eu respeito eles e eles me respeitam”, avisou o prefeito.
Já Marcos Vinha, ex-vereador por dois mandatos, citou a renovação que a Câmara teve nas eleições de outubro de 2012, quando foram reeleitos somente quatro da atual Legislatura. A maior mudança de cadeiras dos últimos 30 anos.
“Entraram nove vereadores novos. É até difícil [falar sobre a presidência], porque o PTB fez quatro vereadores, o PT dois, o PSDB também dois, os demais partidos fizeram um representante cada, mas é uma questão para a Câmara resolver isso”, ponderou o petista.
Os correligionários de Vinha que serão empossados vereadores são Café e Geraldo da Padaria.
“Claro que é importante [a decisão da presidência], porque dos 13 vereadores, nós fizemos 12 da base de governo. A Câmara é um Poder independente, mas conversando com o Executivo, para que a gente possa, nessa união, procurarmos ter o mesmo comportamento que tivemos nestes últimos anos: ajudando o Executivo, discutindo. Isso eu vejo com maior tranquilidade, pois são pessoas novas, que querem o sucesso da cidade”, pontuou Vinha.
Os outros vereadores eleitos foram: Izaque Silva (PSDB, presidente da Câmara no biênio 2009/2010), Ênio Perrone (PSD), Natanael Gonzaga (PSDB), Demerson Saúde (PSB), Zé do Gato (PRB), Cidão Mendonça (DEM) e Adilson Silgueiro (PMDB) – este último, o único dos eleitos que não fez parte da coligação majoritária que reelegeu Tupã e Vinha.
“Independente de quem for o presidente, o que importa é o diálogo”, finalizou a entrevista Vinha.